A justiça de Madri, em Espanha, arquivou o processo de Diego, o menino de onze anos, que teria pulado da janela de sua casa para não ir no colégio. Os pais não concordaram com a decisão do tribunal, nem com a investigação da polícia, e divulgaram, agora, a carta de despedida que o menino deixou, onde ficariam evidenciadas suspeitas de 'bullying'. Alegadamente, o menino, que acabou morrendo, pulou por ser a única maneira de não ter que regressar à escola, onde seria maltratado. Esse não foi o primeiro caso nesse colégio, e os pais querem que o caso seja mais investigado e que alguém seja responsabilizado. 

Diego acabou morrendo, em outubro do ano passado, após pular da janela de casa, onde morava com seus pais no quinto andar.

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"Eu não aguento mais ir no colégio e não há outra maneira para não ir", descreveu o menino, em uma carta de despedida que deixou para seus pais. A criança seria vítima de maus tratos na escola.  Além dessa carta do menino, também outros pais testemunharam nesse processo, denunciando problemas na escola. 

Sem provas de 'bullying'?

A justiça espanhola não teria encontrado evidências suficientes e recusa a tese de que a morte se devesse ao 'bullying'. No entanto, os pais não concordam e pretendem que o processo seja reaberto, para que possam ser apuradas responsabilidades na morte do menino. 

No colégio Nossa Senhora dos Anjos, em Villaverde, ninguém quer comentar esse caso. Mas, na mesma escola, uma outra menina já se teria tentado suicidar, em 2010, segundo o jornal espanhol El Mundo. No diário, a menina teria escrito que as professoras deixavam que os outros meninos lhe batessem e ainda falavam que era para ela "ficar mais forte". 

"Mamã, não quero ir no colégio"

Agora, pode parecer tarde.

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Mas a mãe do menino consegue finalmente ler os sinais de que algo de muito errado se passava com seu filho. "Mamã, não quero ir no colégio", pedia o menino, cada vez mais frequentemente. Como Diego era bom aluno, a mãe acabou desvalorizando os sinais de quando ele pedia para não ir na escola. Quando a mãe, Carmen, perguntava o que estava errado, Diego não contava. 

Contou na carta. De despedida. "Papá, mamã... espero que algum dia me possam odiar um pouco menos. Eu não aguento mais ir ao colégio e não há outra maneira para não ir", são as últimas palavras de Diego, em que pede desculpas para seus pais. Para a justiça, nem a carta, nem os testemunhos provaram que o menino era vítima de 'bullying'. #Família #Casos de polícia