A agência de notícias americana IBS (International Business Times) publicou essa semana que mais de 200 jovens foram estuprados ou abusados sexualmente no famoso coro de Domspatzen, uma escola católica que foi dirigida por Georg Ratzinger, o irmão do Papa emérito Bento XVI. Essa é uma notícia que está já causando polêmica no Vaticano e que pode representar uma nova dor de cabeça para o Papa Francisco.

A primeira vez que se falou sobre esse caso foi em 2010. Na época, o Vaticano fez um inquérito e publicou um comunicado no jornal oficial da Santa Sé, onde garantia que os abusos sexuais não coincidiram com o período em que Georg Ratzinger liderava o coro.

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Agora, novas investigações foram reveladas. Ulrich Weber, um advogado contratado pelo Vaticano, falou em uma conferência de imprensa e acabou revelando vários dados chocantes. Segundo Weber, centenas de crianças foram estupradas e assediadas sexualmente por vários padres que serviam o coro da cidade alemã de Regensburg. O total de vítimas confirmadas é de, para já, 231 crianças, no entanto, o advogado afirmou que esse número poderá estar ainda longe da verdade. Mais de 2100 crianças frequentaram o coro durante a época dos acontecimentos que ocorreram entre 1953 e 1992.

Ulrich Weber falou ainda no tipo de abusos que foram cometidos. Durante esses 30 anos, em que o coro foi gerido pelo irmão de Bento XVI, centenas de crianças foram estupradas, vítimas de assédio sexual, agredidas e até deixadas sem comida durante vários dias.

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O advogado da Santa Sé revelou ainda que na sua investigação já identificou 10 padres como sendo os autores dos vários crimes.

Dados apresentados contradizem relatório de 2010

Os dados agora apresentados por Ulrich Weber contradizem completamente o relatório feito em 2010. Na época a diocese da cidade admitiu os abusos, mas garantiu que os crimes não coincidiram com o período em que o professor Ratzinger, agora com 91 anos, liderava o coro. Tal informação foi mesmo confirmada e publicada em um jornal oficial do Vaticano, que recorde-se, era liderado em 2010 pelo Papa Bento XVI. As informações agora fornecidas são diferentes, e parecem indicar que a Santa Sé tentou esconder vários fatos da justiça e dos jornalistas.

O que você pensa sobre mais esse escândalo na #Igreja? Acha que os fatos foram escondidos da opinião pública em 2010? #Religião #Crime