A edição desta quarta-feira, 13, do jornal satírico francês Charlie Hebdo, não agradou grande parte da população mundial. Aqui no Brasil, o nome do jornal apareceu nesta sexta-feira, 15, entre os assuntos mais comentados da rede social Twitter, depois que a mídia começou a dar destaque a nova charge publicada no semanário.

Na nova edição do Charlie Hebdo, o menino Aylan Kurdi - que morreu afogado depois de um barco clandestino em que estavam dezenas de #Refugiados afundou - foi retratado pela publicação. O corpo do garotinho foi encontrado numa praia e chocou o mundo, ao demonstrar a situação precária das pessoas que tentam fugir da guerra migrando para a #Europa passam.

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O Charlie Hebdo sugeriu que, caso o menino tivesse sobrevivido, muito provavelmente seria um dos estupradores que atacaram mulheres alemãs durante a passagem de ano em Colônia, no país administrado por Angela Merkel. Na ocasião, o governo local agilizou a deportação de imigrantes envolvidos no abuso depois que um grupo de pessoas foram às ruas protestar contra os refugiados islamitas.

A charge traz o questionamento: "No que teria se transformado o pequeno Aylan se ele tivesse crescido?", com a resposta "Apalpador de bundas". O rosto do garoto no desenho também ganhou contornos muito parecidos ao de um macaco. A ilustração ganhou repercussão depois de ter sido divulgada para o mundo pelo jornal britânico 'Guardian'.

A publicação recebeu centenas de críticas por acusar o garoto de se tornar um suposto estuprador, generalizando a atitude dos refugiados sírios.

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Muitos que, no ano passado, em meio ao ataque sofrido pela redação do jornal por dois irmãos muçulmanos, em que 12 de seus profissionais foram mortos por publicar uma charge do profeta Maomé - considerado sagrado pelo Oriente - ficaram do lado do Charlie Hebdo, ao escrever "Je Suis Charlie" (Somos todos Charlie, em francês), se arrependeram da atitude.

No entanto, há quem diga ter entendido o real sentido da mensagem: uma crítica à Europa, pela divulgação desses casos nos tabloides europeus como sendo causados apenas por refugiados. #Estado Islâmico