A ação conjunta de dois dos principais sindicatos de controladores de voo da França resultou numa #Greve com cerca de 70% dos trabalhadores do setor. A greve foi prevista ontem em anúncio oficial e deve ser estendida até quinta-feira. É a segunda greve do setor em menos de um ano, já que em abril de 2015 também houve paralisação.

Cerca de 20% dos voos foram cancelados. Este numero atinge principalmente os voos de curta e média distância. A Air France, maior companhia francesa do setor, informou à agência de notícias Efe que vai garantir a "quase totalidade" dos voos intercontinentais. Informou ainda, através de sua porta-voz, que garantirá cerca de 80% dos voos de curta e média distência (que compreende voos nacionais e para países vizinhos da #Europa).

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A Air France emprega hoje mais de 50.000 funcionários.

Dentre as reivindicações dos grevistas, está a questão salarial.  Alegam que, nos últimos dez anos, foram suprimidos 1000 postos de trabalho no setor. A Direção Geral da Aviação da França comunicou também que são esperadas "perturbações no conjunto do território", e orienta os passageiros a buscarem informações sobre possíveis mudanças (e cancelamentos) de voos com as companhias confiadas. A greve coincide ainda com mais duas paralisações, de professores e taxistas, organizadas pelos seus respectivos sindicatos.

Esta manhã, os taxistas interromperam a circulação periférica de Paris e queimaram pneus; dezenove manifestantes foram presos. Incidentes também se registraram em Toulouse, Marselha e Lille, nas últimas horas. Uma barreira de taxistas foi montada em Orly, onde houve um atropelamento e feridos.

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Milhares de taxistas haviam sido convocados pelo sindicato.

Segundo informações do Correio Braziliense de hoje, estão previstas entre 110 e 120 manifestações hoje em todo o território da França, dentre eles os professores, mobilizados contra uma reforma da educação. Reivindicações de outros setores apontam insatisfações. No setor de segurança, alegam que, embora após os atentados em Paris tenha sido anunciado o aumento do contingente para o setor em 2016, "os funcionários perderam globalmente 150.000 empregos desde 2007", sendo que o número inclui o setor de educação. Como se pode ver, a greve iniciada hoje na França não se limita ao setor de aviação, mas ao Setor Público do país, juntando várias vertentes.