Uma história triste de um menino de doze anos raptado pelo Estado Islâmico teve um final feliz. Nasir, nome fictício que ganhou para preservar sua real identidade, conseguiu fugir dos jihadistas e pôde reencontrar sua mãe.

O menino ficou tão feliz de voltar que quando viu sua mãe novamente no abrigo para yazidis, sentiu como se finalmente voltasse a viver, segundo suas próprias palavras. Nasir disse que os jihadistas proibiam as crianças de chorar, então quando se recordava de sua mãe e imaginava o quanto ela devia estar preocupada com a sua ausência, chorava escondido em silencio pela aflição que sentia.

Nasir também conta que quando começavam os bombardeios no território dos terroristas, as crianças eram levadas para um abrigo subterrâneo, que ele resume apenas como “nos levavam para debaixo do chão”, onde os jihadistas diziam que os americanos, que são infiéis, queriam matá-los, mas que os extremistas sim amavam as crianças e as protegeriam.

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Os jihadistas diziam ainda que os pais das crianças também eram infiéis e que deveriam ser os primeiros alvos dos combatentes.

A CNN informou que o garoto está em um abrigo com cerca de quinze mil yazidis no Curdistão, sendo que todos eles conseguiram fugir das garras dos jihadistas, que exterminam todos os yazidis que encontram.

Atualmente o Estado Islâmico detêm o poder sobre centenas de crianças e adolescentes raptados, sendo que muitos têm suas mães violentadas e seus pais e irmãos mortos no momento do rapto. A ideia dos extremistas é criar ‘máquinas de matar’ montando exércitos de jovens filhos de infiéis. Entretanto, há alguns meses duzentas crianças foram executadas pelos jihadistas na Síria, não se sabe o motivo, mas tudo foi filmado pelos próprios terroristas e divulgado na internet.

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Há quase dois meses foi noticiado o caso de um garoto de catorze anos que se recusou a fazer parte do grupo no Iraque e como punição teve sua mão e seu pé arrancados com uma faca de açougueiro em frente à diversas outras crianças e adolescentes. As imagens foram amplamente divulgadas pelos terroristas, que usaram o garoto como um exemplo do que pode acontecer aos que os desobedecerem. #Terrorismo #Estado Islâmico #Violência