Uma grande #Crise política e religiosa teve início nesta semana com a execução pelas autoridades da Arábia Saudita do clérigo xiita Nimr al-Nimr, junto com mais 46 outros acusados e condenados por terrorismo, ato que provocou forte reação do governo Iraniano e a invasão da embaixada Saudita na capital Iraniana Teerã.

Como reação aos violentos protestos por parte dos Iranianos, o governo Saudita retirou sua representação no país e através de seu Ministro das Relações Exteriores, deu prazo de 48 horas para que todos os representantes diplomáticos Iranianos deixem o território Saudita, rompendo assim as relações diplomáticas entre os dois países.

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Irã e Arábia Saudita disputam a liderança política e religiosa na região e têm grande influência nos tratados de paz que estão em andamento nas guerras da Síria e do Iêmen, o que preocupa a comunidade política mundial.

O líder religioso Iraniano, aiatolá Khamenei, fez fortes críticas ao governo Saudita e a família real, afirmando que os líderes políticos sauditas sofrerão o castigo divino pela execução do clérigo.

A comparação da Arábia Saudita com o #Estado Islâmico chegou a ser divulgada através de uma montagem fotográfica no site oficial do aiatolá Iraniano, afirmando que a morte do religioso foi em função da forte oposição que o mesmo exercia à família real Saudita, tendo, inclusive, liderado um movimento oposicionista em 2011 na parte leste do país, onde se encontra a minoria xiita, e não por terrorismo, como divulgado oficialmente.

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O governo de Teerã acusa a Arábia Saudita de financiar o Estado Islâmico após a conquista de parte do território Iraquiano em 2014, que também é muito criticada pela comunidade Européia e pelos Americanos, por não reprimir os extremistas islâmicos e por ter sido um dos primeiros países a deixar a coalizão internacional contra a milícia.

Muitos analistas políticos enxergam na posição Saudita uma forma de enfraquecer tanto a Síria quanto o Iraque, ambos aliados do governo Iraniano, além da disputa indireta pelo Iêmen, onde a Arábia ataca os rebeldes e tenta devolver o poder ao presidente Abdo Rabbo. #Religião