Esta terça-feira foi discutido no Parlamento na Dinamarca a aprovação da lei que dizia que todos os #Refugiados e imigrantes deveriam ser revistados pelas guardas costeiras e que dificulta a reunião das famílias dos refugiados a pedido destes.

Todos os refugiados, antes de passarem as fronteiras, terão de abrir todas as suas malas e entregarem o dinheiro que têm nessa altura ou então todos os bens pessoais que totalizem o valor de dez mil coroas dinamarquesas (o que equivale a cerca de 5811 reais). Os únicos objetos pessoas que não serão confiscados pela guarda-costeira serão aqueles bens que têm um elevado valor sentimental para os refugiados e imigrantes.

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A lei que foi hoje ao Parlamento Dinamarquês contou com um total de 109 deputados presentes na votação em questão. Destes 109 deputados, 81 deles adotaram esta lei que complica a vida a todos os refugiados e imigrantes. Esta medida já é considerada como sendo a que traz mais polémicas das leis que estão sendo aplicadas contra os refugiados. Muitos países têm estado aprovando novas leis para que não permitam tantas regalias para os refugiados e imigrantes com o principal objetivo de diminuírem o fluxo destas pessoas nos seus países.

Outra medida que está incluída nesta nova lei é que todos os refugiados terão de esperar um período de 3 anos a viver no país onde estão para que consigam pedir autorização ao Governo para conseguirem reunir a família.

Muitos são os refugiados e imigrantes que nem conseguem chegar até à União Europeia (UE) com o principal objetivo de procurarem uma vida melhor tanto para as suas famílias como também para os seus amigos e conhecidos.

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De acordo com Isabel Santos, uma deputada socialista portuguesa que preside à comissão de direitos humanos da Assembleia da OSCE (uma organização responsável pela segurança e cooperação em todo o continente europeu), esta nova lei aprovada no Parlamento da Dinamarca parece ter o principal objetivo de dizer àquelas pessoas que já passaram por tanto na chegada até à União Europeia que ainda "não perderam o suficiente" e, deste modo, ainda lhes será confiscado todos os bens pessoas que trazem consigo para as suas novas vidas no continente europeu. #Europa #Crise migratória