Desde que o Estado Islâmico outorgou seu califado em território sírio, muitos corpos de prisioneiros mortos foram encontrados com a ausência de órgãos, alguns deles costurados. Logo instaurou-se a suspeita de que o grupo estaria matando pessoas para traficar órgãos pelo mundo. Nessa semana, autoridades americanas constataram que se trata da mais terrível realidade.

Durante operação na Síria, autoridades militares dos Estados Unidos encontraram documentos que comprovam as suspeitas. Os terroristas sancionaram uma lei que permite a retirada de órgãos de prisioneiros ainda vivos. A lei diz que a medida pode ser feita para salvar a vida de um muçulmano, mas também declara que a vida e os órgãos dos prisioneiros não devem ser respeitados, dando a entender que a remoção dos órgãos pode ocorrer em qualquer circunstância e não apenas para salvar a vida de um combatente do grupo.

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O Fatwa, uma repartição dentro do #Estado Islâmico responsável por criar leis, foi ainda mais longe e incluiu no documento que 'os órgãos essenciais à sobrevivência do prisioneiro infiel' também podem ser retirados, em outras palavras, o grupo está autorizado à retirar tais órgãos do prisioneiro ainda vivo a fim de que este sofra bastante.

O documento não comprova que os radicais islâmicos estejam obtendo lucro com a remoção dos órgãos, mas mostra até onde as crueldades do grupo pode chegar. Recentemente, um grupo de ativistas intrigados com o elevado número de crianças mortas em territórios dominados pelo Estado Islâmico, descobriram que os jihadistas possuem uma lei que autoriza a execução de crianças portadoras de síndrome de Down e outras deficiências mentais ou físicas.

A fim de investigar se o EI estaria traficando órgãos humanos para obter lucro, os documentos serão enviados ao Conselho de Segurança da ONU, do qual Rússia, Estados Unidos, Reino Unido, França e China possuem cadeiras permanentes dentre os quinze países membros.

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Os EUA possuem atualmente sete terabytes de documentos diversos apreendidos em maio de 2015, quando abateram o oficial financeiro do EI, Abu Sayyaf, e capturaram sua esposa. O teor desses documentos ainda não foi divulgado para a imprensa. #Terrorismo #Violência