Após uma reunião com estudiosos do grupo fundamentalista, o #Estado Islâmico (grupo criado em 2013 no Iraque e na Síria, sendo um dos grupos jihadistas de maior influência e que surgiu como um "braço" da al-Qaeda, com o qual, hoje, tem relações cortadas) sancionou a extração de órgãos, segundo documento obtido por fontes dos Estados Unidos.

A descoberta aumenta o temor de que o EI esteja realizando o tráfico de órgãos, ou mesmo trabalhando com possíveis clonagens de partes do corpo humano, ou até mesmo de corpos humanos.

A decisão foi registrada em documento do dia 31 de janeiro de 2015 e nela consta a afirmação de que retirar órgãos de prisioneiros do EI para que sejam salvas vidas dos membros do grupo fundamentalista é algo não só aceitável, como desejável, informou a Reuters (a maior agência internacional de notícias, com sede em Londres).

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O documento, que não teve a autenticidade assumida pela agência de notícias Reuters, teria sido encontrado juntamente com outras informações, até então de caráter sigiloso, obtidas pelas forças especiais dos Estados Unidos da América, durante ações realizadas na Síria, em maio deste ano, e só agora vieram ao conhecimento público.

A sanção, exposta no documento conhecido no jihad como fatwa, ou decisão tomada por líderes religiosos do Estado Islâmico, afirma claramente que "os órgãos e até mesmo a vida de um apóstata" do Alcorão não devem ser, em hipótese alguma, respeitadas, e podem e devem ser retirados com total certeza da impunidade", causou apreensão em grande parte do mundo que se vê às voltas com um inimigo bem preparado, silencioso e que já mostrou, inúmeras vezes, que age de forma completamente insana e covarde.

O Governo dos Estados Unidos apresentou o fatwa número 68, no qual consta a afirmação de que mesmo órgãos vitais para o prisioneiro podem ser retirados sem qualquer tipo de proibição, levantando uma vez mais a questão de segurança, não só para os países que estão em guerra direta com o EI no Iraque e na Síria, mas para o mundo todo, que convive com a ameaça constante de ataques diretos ou indiretos dos jihadistas.

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A ONU está investigando a veracidade dos documentos apresentados. #Terrorismo #EUA