O combate à doença de Parkinson deverá passar por uma grande evolução este ano. No Imperial College de Londres, um estudante de medicina criou um protótipo de luvas que utilizam mecanismos de estabilidade e reduzem os tremores do usuário em até 80%, devolvendo a capacidade de escrever, segurar objetos e realizar outras atividades cotidianas que quem sofre com a doença vai perdendo ao passar do tempo.

O giroscópio implantado na luva é um mecanismo que utiliza o princípio da física da conservação do momento angular, criando uma tendência de se manter em rotação em torno de um único eixo sem se deslocar para os lados. Dispositivos similares são utilizados atualmente para a estabilização de satélites no espaço.

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Gyroglove deve chegar ao mercado em 2016

A Gyroglove, como foi chamada pelo criador Faii Ong (‘Gyro, de gyroscope e ‘glove’, luva em inglês), partiu da vontade do estudante de ajudar vítimas do mal de Parkinson após participar de um treinamento com uma equipe que cuidava de um paciente com a doença. Após tentar diversos outros mecanismos, como molas, elásticos e ímãs, a utilização do giroscópio acoplado à luva surtiu o efeito desejado e o estudante, juntamente com outros colegas, fundaram uma startup para conseguir verba e colocar o projeto em prática.

A invenção já rendeu à startup, nomeada de GyroGear, três prêmios em concursos, que auxiliaram os jovens a arrecadar capital para a produção.

De acordo com a revista norte-americana Technology Review, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), um dos mais conceituados no mundo na área tecnológica, o inventor está resolvendo pequenos detalhes relativos à luva, mas se diz otimista para ver o produto no mercado ainda este ano, com preços que devem variar entre US$ 550 e US$ 850.

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A doença de Parkinson foi descrita pela primeira vez em 1817 por James Parkinson, e estima-se que no Brasil haja mais de um milhão de pessoas que sofrem com a doença. Da população com mais de 65 anos, aproximadamente 1% desenvolve os sintomas. A doença está relacionada com a morte ou perda da capacidade plena de parte dos neurônios.

O que achou da invenção deste estudante? Você acha que pode ajudar muitas pessoas? Deixe sua opinião nos comentários a seguir e compartilhe esta notícia! #Inovação #universidade