A licença-paternidade é um benefício que ainda enfrenta barreiras em vários países do mundo, mas este fato é muito diferente na Suécia, local de origem da ideia de direitos paternos. Desde 1970 visando o contato mais próximo dos pais com seus filhos recém nascidos, o país nórdico quer agora prolongar este período e usará para isto, curiosamente, uma imposição aos homens.

Lei sueca é exemplo para o mundo

As leis de licenças suecas que previam benefícios aos pais, num primeiro momento, destinavam três meses para os homens e outros três meses para as mulheres. Os homens, por sua vez, tinham a opção de transferir alguns dias para as mulheres, caso assim fosse desejado, prática que acabou tornando-se muito comum.

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A partir de 1995, o governo sueco estipulou que ao menos 30 dias deveriam ser utilizados pelos homens, período que passou a ser de 60 dias no ano de 2002. As duas alterações nas ‘cotas’ para a licença-paternidade surtiram efeito positivo e em 2014, o período utilizado pelos pais para cuidar de seus filhos atingiu a marca de 25% do total.

Visando uma maior aproximação dos pais com suas crianças, entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2016 uma nova alteração na lei, que obriga os pais a tirarem três meses de licença no mínimo. Atualmente, um casal sueco recebe 480 dias de licença em conjunto, aproximadamente 16 meses, para destinar aos cuidados de seus filhos.

E para quem pode estar pensando que o afastamento do trabalho passe a ser um problema, está muito enganado, já que neste ponto a Suécia mostra o motivo de ser um dos países mais desenvolvidos do mundo.

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Nos primeiros 390 dias de licença conjunta, o governo arca com 80% do salário dos pais trabalhadores, diminuindo um pouco no período final.

Para o governo sueco, a distribuição igualitária do tempo passado pelas crianças com pais e mães tem um efeito a longo prazo para os jovens. Para eles, as crianças tornam-se mais versáteis e independentes.

Para os empregadores, a ideia também agrada, já que pais que cuidam de seus filhos tendem a desenvolver capacidades não vistas anteriormente e assim, tornam-se profissionais mais competentes.

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