Estas são as principais consequências do fim das sanções impostas pelos países ocidentais ao Irã desde a Revolução Islâmica em 1979. O acordo foi selado entre Irã, EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha no sábado 16/01. O fim das sanções teve como contrapartida do Irã o cumprimento do acordo nuclear de julho de 2015, supervisionado pela Agência Internacional de Energia Atômica – AIEA, no qual o país se compromete a prosseguir com seu programa de enriquecimento de urânio apenas para fins pacíficos. Em outras palavras, o Irã garante ao Ocidente que não construirá bombas atômicas.

Conforme noticia o G1, Barack Obama afirmou neste domingo (17) que “os Estados Unidos e o resto do mundo ficarão mais seguros”.

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A ameaça nuclear foi, para o presidente norte-americano, arrancada pela raiz: "eliminamos qualquer possibilidade de o Irã construir uma bomba nuclear (...) agora, o Irã não terá material suficiente para fazer uma bomba. (...) Um novo reator que é capaz de produzir plutônio não poderá ser usado de novo". Tanto o acordo nuclear quanto a recente libertação de marinheiros americanos detidos no país foram um grande feito diplomático.

O que mudou para o Irã

A retirada do Irã da lista de países sancionados pela ONU representa uma grande janela para o desenvolvimento do país de 77 milhões de habitantes, que deve ganhar cada vez mais peso na economia regional em relação à Arábia Saudita e Turquia. O país terá acesso a US$ 80 milhões no mercado financeiro mundial, US$ 100 bilhões em ativos de iranianos congelados no exterior e abertura a vastos mercados de alto poder aquisitivo no Ocidente.

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Adicionalmente, os Estados Unidos pagarão ao Irã US$ 400 milhões em dívidas e US$ 1,3 bilhão em juros contabilizados desde a Revolução Islâmica.

As companhias aéreas voltarão a realizar voos para qualquer país e já planejam compras de novas aeronaves da Airbus. Bancos estrangeiros poderão também emprestar e financiar obras no país. Apenas o embargo à compra de armas e mísseis permanecerá por mais 5 e 8 anos respectivamente.

Mais um golpe nos preços do petróleo

O Irã tem vastas jazidas de petróleo, o qual constitui a principal mercadoria exportada pelo país. Antes do acordo, apenas um quinto ia para a Europa e o restante para países asiáticos. O fim das sanções possibilitará que o Irã abasteça livremente o mercado internacional de petróleo, derrubando ainda mais os preços da commodity, que atualmente se encontra em excesso de oferta e é vendida a preços muito baixos.

 A rival Arábia Saudita já vende petróleo a preços abaixo do normal para preservar a participação de mercado. Outros produtores, como Rússia e Venezuela, passam por dificuldades econômicas e por isso não consideram diminuir a produção para aumentar o preço. Para reconquistar seus clientes, a estratégia do Irã é vender ainda mais barato, podendo causar uma guerra de preços e uma baixa histórica na cotação do barril de petróleo. #Negócios #União Europeia #Finança