Pelo menos vinte e três pessoas morreram de inanição até hoje na cidade síria de Madaya que desde o primeiro dia de dezembro de 2015, encontra-se sitiada pelas forças militares leais ao presidente do país, Bashar al-Assad, segundo informações da organização não governamental Médicos Sem Fronteiras. Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), pelo menos quarenta mil pessoas necessitam de assistência imediata e relata que pelo menos metade dos necessitados são crianças.

O porta voz da ONG informou que 250 pessoas encontram-se em um dos Hospitais da cidade,  sendo tratadas por desnutrição grave, devendo ser retiradas imediatamente para tratamento.

Publicidade
Publicidade

Das 23 mortes relatadas pela ONG, seis foram de crianças de menos de um ano de idade e outras cinco de idosos com mais de sessenta anos. Outras mortes foram causadas também por habitantes da cidade que, na tentativa de fuga, foram atingidas por franco atiradores ou vitimadas por minas terrestres, que cercam a cidade para evitar a fuga da população.

Relatos dão conta de pessoas se alimentando de grama e de animais de estimação, como cães e gato,s e a cidade está sendo descrita pelos voluntários como uma grande prisão a céu aberto, de onde é impossível entrar ou sair.  A ONU estima que aproximadamente 4,5 milhões de pessoas vivam hoje em áreas de "difícil acesso" e dessas, cerca de 400 mil estão sitiadas. 

Foi divulgado hoje, pela organização, que o governo sírio permitiu que as instituições de ajuda humanitária tenham acesso à população isolada na cidade de Madaya.

Publicidade

Em relatório divulgado em dezembro pela ONU, o secretário geral, Ban Ki-moon, relatou que "ambos os lados do conflito restringem total ou parcialmente o acesso as áreas sob cerco militar", expondo a população local a total falta de assistência. Ainda segundo o relatório, somente um pequeno número de habitantes conseguiu ter acesso a ajuda da organização entre setembro e novembro.

Em setembro foram 7800 pessoas atendidas, em outubro 10500 receberam comida e 16700 água, já em novembro somente 1070 crianças foram alcançadas. #Violência #Guerra Civil