A França prevê prolongar o estado de emergência que está em vigor desde os ataques de Paris em novembro, apesar de críticas de grupos de direitos humanos e das Nações Unidas. O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse que o estado de emergência deve permanecer pelo período de tempo "necessário" e até que o Estado Islâmico seja eliminado. Enquanto houver ameaça, todos os meios necessários para defender o povo devem ser usados.

Os comentários de Valls desencadearam um debate em Paris sobre quanto tempo os poderes policiais extras de emergência poderiam ser permitidos. A decisão final é esperada na próxima semana, mas o presidente francês, François Hollande, disse que a prorrogação das medidas é provável.

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O governo declarou estado de emergência em questão de horas após os primeiros tiros disparados em 13 de novembro, quando uma série de ataques em toda Paris deixou 149 pessoas mortas. O estado de emergência permite à polícia realizar incursões em casas e buscas sem mandado judicial ou a supervisão judicial, inclusive à noite, e dá poderes extras a funcionários para colocar as pessoas sob prisão domiciliar fora do processo judicial normal. Ele também permite restrições sobre grandes encontros.

Esta semana, um grupo de quatro especialistas em direitos humanos da ONU apelou à França para não prorrogar o estado de emergência, alertando para a falta de clareza e precisão de diversas disposições do estado de leis de emergência e vigilância. As suas principais preocupações são centradas sobre as restrições à liberdade de expressão, liberdade de reunião pacífica e o direito à privacidade.

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Desde que foi declarado, houveram 3.099 invasões de casas. Mais de 380 pessoas foram colocados sob prisão domiciliar. A maioria das invasões e prisões domiciliares ocorreram nas semanas após os ataques de novembro e, desde então, a taxa vem diminuindo. No total, pelo menos 500 armas foram apreendidas, mas 200 dessas foram de uma mesma pessoa. Pesquisas mostram que a opinião pública é em grande parte a favor do estado de emergência. #Europa #Estado Islâmico #Crise migratória