David Creato Jr foi formalmente acusado pelo assassinato de seu filho, Brendan, de três anos, nesta terça-feira, dia 11. O tribunal de Nova Jersey, nos Estados Unidos da América acusou o homem pelos crimes de assassinato em primeiro grau e de pôr em perigo o bem-estar de uma criança. Alegadamente, matou o menino porque a namorada não gostava de crianças e ele estava com medo de perdê-la. 

O corpo do pequeno Brendan foi encontrado já sem vida, em uma floresta, três horas após o pai ter dado conta do seu desaparecimento, alertando as autoridades. O menino vivia com guarda partilhada, após a separação de seus pais. Dividia seu tempo entre a casa da mãe, Samantha, e do pai.

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E foi precisamente quando passava um tempo na casa do pai que ele desapareceu, em outubro do ano passado. 

No tribunal, a procuradora Christine Shah considerou que Creato agiu dessa forma por causa da relação intensa que vinha mantendo com a namorada de 17 anos, Julia Spensky, que não gostava quando Brendan estava com o pai. A namorada teria ameaçado deixá-lo, porque não gostava que ele ficasse todos os finais de semana com o menino, arruinando seus planos. Como o ex-casal acabava por se encontrar com muita frequência, Julia se sentia incomodada com a presença de Samantha na vida de seu namorado. 

A morte do menino foi descrita como sendo violenta. A criança tinha hematomas perto de sua clavícula e seu cérebro mostrou sinais de privação de oxigênio antes de sua morte, daí a procuradora Shah considerar que o menino teria morrido por estrangulamento, asfixia ou afogamento. 

A morte aconteceu em outubro passado mas só na segunda-feira, dia 10, é que o homem foi detido, recebendo as acusações, no tribunal, no dia seguinte.

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David Creato está formalmente acusado de homicídio de seu filho, ficando já na cadeia, com uma fiança de 750 mil dólares. 

Apesar das acusações, o advogado de Creato garante que vai rebater tudo, uma vez que o tribunal não tem provas fortes contra seu cliente. A autópsia inicial de Brendan não foi conclusiva, com a causa e a forma da morte a não ser determinada, o que pode beneficiar a defesa do principal arguido desse processo, o pai do menino.  #Justiça #Crime #Casos de polícia