O que poderão vir a ter em comum Martin Luther King Jr., Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela, Al Gore ou até mesmo Barack Obama com as ilhas gregas? Todos os primeiros enunciados foram premiados com um Nobel da Paz. Agora as ilhas gregas estão sendo propostas como candidatas a esse prêmio. A iniciativa partiu de um grupo de acadêmicos que está ajudando na candidatura. Foi lançada uma petição que já alcançou um grande número de assinantes. O ministro grego já foi contatado e apoia totalmente a iniciativa.

O objetivo da petição é atingir as 500 mil assinaturas, sendo que neste momento já ultrapassou as 300 mil. Acadêmicos (seus nomes poderão ser revelados brevemente) das universidades de Oxford, Cornell, Harvard, Princeton e Copenhaga, a elaboraram para que as ilhas gregas sejam incluídas na nomeação pelos membros do Comitê do Prêmio Nobel.

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Yiannis Mouzalas (ministro grego das Migrações) já reuniu com os proponentes, e confirmou o apoio do Governo.

Na página online da petição, é apresentada como justificativa para esta petição a “empatia e sacrifício pessoal” dos habitantes locais, que ajudaram e acolheram os #Refugiados, apesar da grave situação financeira e econômica que a Grécia atravessa. A disponibilidade de quem também não tem muito a oferecer e o respeito pelos desconhecidos que acolheram, um verdadeiro ato de “filoxenia”. “Seus atos e sacrifícios não devem passar despercebidos, porque eles contribuem significativamente para a Paz Mundial e Estabilidade”, pode-se ler no texto.

O Nobel da Paz pode distinguir pessoas ou organizações. Serão posteriormente nomeados oficialmente redes de solidariedade que atuaram em Lesbos, Chíos, Kos, Leros, Samos e Rhodes ou líderes proeminentes desses grupos.

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Em 2015, a emigração foi noticiada em todo mundo, pelas tragédias ocorridas em naufrágios na travessia do mar Egeu e pelas medidas impostas pela Europa. Esta é a maior crise migratória desde a segunda guerra mundial. Os números, cerca de 800 mil pessoas, refletem a entrada maciça de refugidos na #Europa proveniente de zonas de guerra como Oriente Médio, África e Ásia.