O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na última terça-feira (19) a criação do Conselho Nacional da Economia Produtiva. Ele será integrado por 45 pessoas entre empresários e membros do governo e será dirigido pelo vice-presidente executivo e pelo ministro da Economia. Maduro dividiu o conselho em nove setores: hidrocarbonetos, petroquímica, agroalimentar, mineração, telecomunicações, construção, indústria, indústria militar e turismo. Maduro chamou esses setores de "motores da economia". "A estratégia dos motores não é uma moda, nem uma conjuntura, é a recomposição do sistema produtivo nacional partindo de suas forças e debilidades", afirmou o presidente.

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"Dei prioridade a nove motores que articulem o esforço nacional. A Venezuela precisa mudar do modelo rentista para um modelo produtivo. Espero que o decreto (de emergência econômica) seja aprovado por unanimidade de todos os deputados da Assembleia Nacional, que me ajudem a 'navegar' nesta tempestade", anunciou Maduro. Esses motores, disse ele, ajudaram o país a enfrentar a atual #Crise econômica e serão uma alternativa a dependência do petróleo, responsável por 90% da receita da Venezuela.

Maduro fez o anúncio durante um evento em Caracas, e pediu apoio da Assembléia Nacional para conduzir o que chamou de grave situação. A Venezuela sofre com problemas de escassez e desabastecimento e o governo decretou estado de emergência econômica. De acordo com os últimos dados, o PIB do país encolheu 4,5% em 2015, e a inflação acumulado nos primeiros 9 meses do ano passado foi de 108,7%, a mais da história da Venezuela.

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O decreto de emergência econômica apresentado pelo Executivo foi aprovado na quinta-feira(21)  e ficará vigente por 60 dias e pode ser prorrogado por mais dois meses pelo parlamento. "Em conferência conjunta de todos os seus magistrados e magistradas, a Sala Constitucional do Tribunal Superior de Justiça afirmou a constitucionalidade do Decreto N° 2.184, mediante o qual se declara o Estado de Emergência Econômica em todo o território nacional", apontou o Supremo, em comunicado. Com o Estado de Emergência Econômica, o Executivo poderá designar recursos especiais para diversas áreas, dispensar alguns trâmites burocráticos, executar ações para agilizaro abastecimento de mercadorias e adotar medidas para proteger a moeda nacional. #Crise econômica