Os mistérios que rondam as pirâmides do Egito estão sendo revelados. É o que garante o ministro egípcio das Antiguidades, Mamduh Al-Damati, sem temer as ameaças de morte rogadas a quem violar túmulos dos faraós. Mas, ao contrário da expedição de Howard Carter em 1922, quando 20 integrantes de sua equipe morreram misteriosamente após a descoberta do túmulo do faraó Tutankhamon (vítimas da maldição?), a missão atual usa tecnologia não-invasiva, o que significa que os cientistas não precisam entrar nos monumentos para desvendar o que neles estão escondidos.

Os resultados do programa ScanPyramids começam a ser divulgados. A análise térmica da fachada norte da pirâmide de Quéops intriga os cientistas.

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Em janeiro, Mamduh anunciou a detecção de uma anomalia térmica, semelhante a que encontraram na fachada leste da Grande Pirâmide de Quéops, em novembro passado.

A descoberta reforça a suspeita da existência de corredores inexplorados no interior dos monumentos milenares. A análise termográfica revela diferenças de temperatura de até 6 graus entre os blocos de construção da pirâmide.Os resultados fazem pensar o que há nestes compartimentos.

O desconhecimento sobre o modo com que foram construídas, bem como as suas reais utilidades, fazem das pirâmides egípcias alvo das mais inusitadas teorias. Desde a sua alegada construção por alienígenas, atlantes ou seres sobrenaturais, até à sua utilidade como templo iniciático.

Projeto utiliza técnica avançada

As autoridades egípcias proíbem escavações nos monumentos.

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E nada tem a ver com maldições. O objetivo é evitar danos, já que pirâmides e templos são explorados como atrações turísticas. Por isso, a ONG Cyark recebeu a incumbência de escanear as pirâmides, por meio de tecnologia digital.

O diretor do Instituto para a Preservação e #Inovação em Patrimônio do País, Madi Tayubi, disse em entrevista coletiva que os cientistas iniciaram a coleta de dados obtidos a partir das placas colocadas no interior das pirâmides. O objetivo é analisar as informações do comportamento das partículas conhecidas como múons. Elas caem do espaço e atravessam todas as coisas. Mas em espaços vazios elas se comportam de um modo, e mudam de trajeto quando se deparam com um sólido.

Segundo Tayubi, a pirâmide de Quéops será a próxima a ser analisada por este método.

O que você acha que os cientistas vão encontrar nas câmaras ocultas da Grande Pirâmide? Comente. #História #Curiosidades