De acordo com a mídia chinesa, pelo menos 2 mil gatos roubados, presos em gaiolas de madeira, foram encontrados amontoados na parte de trás de um caminhão que estava em uma autoestrada, em Suzhou, no leste da #China.

Segundo as informações divulgadas, o caminhão estava a caminho da província de Guangxi, que fica no sul daquele país, onde os #Animais seriam abatidos e toda a carne seria vendida para restaurantes, como se fosse carne de porco ou coelho.

Um porta-voz da PeTA (People for the Ethical Treatment of Animals, ou Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, em português) declarou: “Todas as pessoas com gatos ou cães vão se sentir enjoadas, imaginado terem sido roubadas e seus animais vendidos para um matadouro para serem transformados em pedaços de carne, uma vez que são considerados membros da família”.

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Animais a salvo

O caminhão só foi parado porque ativistas identificaram o veículo e ligaram para a polícia, que fez a abordagem e interceptação. Imagens feitas no local constataram que alguns animais estavam em péssimas condições, doentes ou machucados. As gaiolas eram tão apertadas que os gatos mal podiam se mover ou deitar devidamente. Agora, os oficiais da lei terão a árdua tarefa de tentar identificar os animais e avisar seus proprietários.

Tem havido recentemente, na China, um aumento no número de casos envolvendo animais salvos ou resgatados, por parte de voluntários ativistas desta causa. Em dezembro do ano passado, pelo menos 12 cães foram resgatados em uma operação semelhante, que seriam destinados a serem utilizados em experimentos em Xi’an, no noroeste do país.

Festival de carne canina

Em junho de 2015, os ativistas dos direitos dos animais tentaram salvar quantos cães foram possíveis, que seriam mortos no Festival Yulin de Carne de Cachorro.

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Neste evento, que comemora o solstício de verão, são abatidos, em média, cerca de 10 mil cães. Segundo a tradição, o consumo de tal carne “afastaria” o calor nos meses mais quentes do ano.

O festival tem causado muito embaraço para as autoridades. Na última edição do evento, ativistas conseguiram reunir 3,8 milhões de assinaturas online, para que tal matança não acontecesse. Yang Xiaoyun, uma professora aposentada, chegou ao ponto de ir ao festival e pagar cerca de 1.100 dólares para salvar 100 cães. O fato repercutiu na mídia mundial, e assim como no caso dos gatos resgatados, existem alegações de que muitos dos cães vendidos no festival foram roubados.