Naquele que foi um dos dias mais importantes da política portuguesa, a eleição do Presidente da República, o grande destaque foi para Paulo Portas, ex-vice primeiro ministro de Portugal. Tal como informa o jornal “Económico”, o ainda líder do CDS está enfrentando fortes acusações por parte da Comissão Nacional de #Eleições por ter supostamente feito propaganda política no dia das eleições presidenciais portuguesas, que ocorreram ontem, dia 24 de janeiro. Segundo a lei portuguesa, quem fizer comentários públicos a favor de um dos candidatos arrisca a seis meses de prisão.

“[...] o assunto pode ficar resolvido à primeira volta e eu sou daqueles que acho que o que pode ser resolvido à primeira volta não se deve deixar para uma segunda volta, que não se sabe como termina”, foram essas as declarações feitas pelo conhecido político português, que podem valer uma condenação inédita em Portugal, sobretudo por se tratar de um ex-vice primeiro ministro, que abandonou as suas funções há pouco mais de dois meses.

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Como publicou o jornal “Económico”, Paulo Portas arrisca assim uma pena que pode ir até seis meses de prisão, incluindo uma multa pesada. Agora, a Comissão Nacional de Eleições portuguesa quer ouvir as justificativas de Paulo Portas, para decidir se de fato vale a pena avançar para um processo contra o ainda líder do CDS, um dos maiores partidos políticos portugueses.

A declaração de Paulo Portas foi considerada tão explícita e favorável a um dos candidatos a Presidente de Portugal, no caso Marcelo Rebelo de Sousa, que acabou por se tornar ontem o próximo Presidente da República de Portugal, que a imprensa portuguesa foi obrigada a eliminar por completo as declarações proferidas por Portas, arriscando uma multa pesada se não o fizessem. Ainda assim, tal como informa a mesma publicação, é necessário ouvir todos os intervenientes nesse incidente grave, que viola um dos princípios da democracia portuguesa, sendo que todo o processo pode ainda ser demorado, com a certeza porém que Portas arrisca uma condenação que pode ir até aos seis meses de prisão. #Europa #Casos de polícia