Na última sexta-feira, dia 1º de janeiro, Gisela Mota fez seu juramento no final da tarde e assumiu formalmente seu posto como prefeita da cidade de Temixco, munícipio do Estado de Morelos, México. No dia seguinte, quatro homens armados invadiram sua casa pela manhã e a assassinaram. Os motivos do #Crime ainda não foram confirmados, mas especula-se que os responsáveis estejam vinculados aos grupos armados financiados pelo tráfico de drogas. Durante seu discurso de posse, Gisele havia se comprometido a realizar um combate frontal e direto contra o crime organizado e ao narcotráfico na cidade.

Embora o comissário de segurança de Morelos, Jesus Alberto Capella, não tenha fornecido detalhes sobre o atentado, há relatos de que as autoridades e policiais foram informados do ataque por seguranças e vizinhos da prefeita.

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Na perseguição que se seguiu entre policias e os suspeitos, houve troca de tiros e dois dos fugitivos foram mortos, enquanto os demais foram detidos. Dentre os detidos, havia um jovem de 18 anos e um menor de idade.

Por meio do Twitter, o governador de Morelos e colega de partido da prefeita, Graco Ramírez, lamentou o atentado e afirmou que não haverá impunidade: “Fui informado do atentado contra a prefeita de Temixco, Gisela Mota, jovem e querida companheira. É um desafio da delinquência. Não cederemos”, disse por meio das redes sociais. O crime organizado controla muitas regiões no México, e segundo dados da organização de Autoridades Locais do México, cerca de uma centena de prefeitos sofreram assassinatos nos últimos dez ano no país. 

Gisele Mota, de 33 anos, era filiada ao Partido da Revolução Democrática, uma legenda de centro-esquerda.

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Antes de tornar-se prefeita, Gisele já havia atuado como deputada federal. Diante do crime, o líder nacional do PRD, Agustín Basave, lamentou a perda da companheira, exigindo justiça e enviando condolências à família da prefeita. Em comunicado oficial, o governo de Morelos manifestou seu repúdio ao atentado, qualificando-o como covarde, e declarou que trabalhará para que todos os responsáveis sejam punidos. #Violência