A comunidade internacional mostrou repulsa às publicações do semanário francês "Charlie Hedbo". A última edição da publicação trouxe charges ironizando o futuro que o pequeno Aylan teria, caso não tivesse sido  encontrado morto. Os responsáveis pela revista alegaram que os desenhos em questão representam "as falhas europeias na crise de migração e denunciam a hipocrisia e o consumismo no velho continente". No entanto, o pretexto não convenceu aqueles que se opõe a qualquer tipo de racismo (porque temos um aqui sim), atos desumanos e discriminação.

Um dos correspondentes internacionais do Estadão, Guga Chacra, se revoltou com a publicação infeliz, que classificou como "nojenta, grotesca e repugnante" em seu blog oficial.

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O pai do pequeno Aylan chorou amargamente ao ver os desenhos, e chamou de #Terrorismo a atitude da revista.Vale lembrar que a revista francesa (sediada em Paris) "Charlie Habdo" sofreu um atentado em  Janeiro de 2015. Na ocasião, em resposta a uma publicação que satirizava Maomé. 

Mas o que estaria realmente por trás da publicação do jornal, além do que nos parece óbvio? Seria uma resposta aos atentados terroristas que a revista sofreu há um ano? Mas então não estaria certo o pai do menino, quando disse que a atitude da publicação é um ato terrorista? Muito fácil ofender à memória de um menino morto, quando seus pais não tem a menor condição de lutar contra a atitude e o poder dos editores. diz ainda a publicação que Aylan seria um futuro "apalpador de bundas". Ignoraram que talvez ele se tornaria um vencedor, uma pessoa influente, ou simplesmente um pai de família que honrasse o seu nome.

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Preferiam o agregar a grande massa síria (aliás, ele era curdo), tirando-lhe a possibilidade de individualidade. Alimentando assim a crença de que todos são terroristas (coisa de quem tem muito a temer). Em outras palavras, preconceito a um povo, difamado por conta de ataques dos grupos terroristas, e assim confundidos com eles. Seria o mesmo de cada um de nós, brasileiros, sermos considerados ladrões e irresponsáveis por conta da inatividade que assola nossas instituições políticas. Ou ainda, o mesmo que condenar todos os americanos pelo ato estúpido e covarde do  americano que matou 15 pessoas numa universidade no Oregon (EUA). .

Em termos de sociedade mundial, de globalização, mais triste ainda verificar que esse ato covarde contra um menino morto, de uma família completamente indefesa partiu de um órgão profissional de imprensa, instituído no velho continente; na França, considerada um dos berços intelectuais do mundo moderno. Curioso que se tratando de notícias como essas vindas da comunidade internacional, não se vê nas redes sociais a incômoda frase "se fosse no Brasil..." #Mídia #Europa