Delcy Rodríguez, ministra de Relações Exteriores da Venezuela solicitou que os diplomatas não interfiram na impugnação que a Justiça venezuelana decretou a três deputados da oposição. Essa solicitação foi feita, após a oposição conseguir maioria no legislativo e seu líder, o oposicionista Henry Ramos, que tentará afastar Maduro do poder até Junho deste ano, empossar para o cargo os três deputados que a justiça havia impedido de exercer os respectivos mandatos.

Segundo os chavistas, a decisão da oposição "atropelou" o Poder Judiciário da Venezuela que atualmente é dominado pelas indicações de Nicolás Maduro, o poder no país agora encontra-se dividido, pois ao controlar o executivo e o judiciário, Maduro agora tem minoria no legislativo da Venezuela, resultado das últimas eleições e o resultado disso já tem aparecido, pela primeira vez a voz dos opositores ao regime chavista, através de seu representante Maduro está aparecendo.

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Segundo a chanceler Delcy Rodríguez, a posse dos mandatos do candidatos impugnados pela justiça foi uma violação a Constituição da Venezuela. Por isso ela solicitou que os embaixadores não emitam opinião sobre o ato do líder da oposição, a fim de não causar nenhum desentendimento com as embaixadas.

A chanceler afirmou ainda que fez um pedido aos embaixadores situados na Venezuela para que seus países "encerrem as mentiras" sobre o #Governo de Maduro e afirmou ter entregue "dados suficientes" aos líderes da embaixadas sobre o que está acontecendo neste momento no país. Delcy encerrou sua entrevista pedindo que se encerrem as "campanhas de ódio" contra a Venezuela.

Pouco antes da entrevista da chanceler, foi Maduro quem deu entrevista, dizendo que seus opositores planejam criar um ambiente de violência, através de uma intervenção internacional em seu país.

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Ainda segundo ele a oposição planeja abrir caminho para a interferência externa na Venezuela.

Desde 2013 quando assumiu o poder no lugar de Chavéz, Maduro afirma que os EUA têm feito conspiração para derrubar seu mandato, ainda atribuiu culpa aos estadunidenses pela queda no valor do petróleo, um dos motivos da crise econômica vivenciada por seu país.