Se a notícia da derrubada de um caça russo SU-24 em novembro de 2015 pela Força Aérea da Turquia causou tanto estardalhaço e repercussão na inteira sociedade global, com sérias consequências que podem levar ao escalonamento sem precedentes da crise político-militar no Oriente Médio e Ásia Menor, imagine então, se afirmar que não um, mas 22 pilotos militares da Força Aérea turca morreram (um esquadrão inteiro) em 17/02 atacados pelo exército do PKK – Partido dos Trabalhadores do Curdistão, os quais o Governo de Ancara tanto massacra. 

Fontes consideradas seguras do Estado Geral Maior da Grécia, país que foi dominado 400 anos pelos turcos, afirmou que na quarta-feira, dia 17/02, um total de 28 militares turcos foram assassinados no atentado contra o ônibus militar no centro de Ancara, bem próximo do parlamento daquele país, onde um motorista suicida colidiu com o seu carro lotado de explosivos contra o ônibus. 

O governo turco tem feito um esforço sistemático de esconder os fatos do conhecimento mundial; entretanto, os especialistas militares de países da região, concordam que a Turquia tem perdido vários pilotos em ações militares ao longo dos últimos anos, até mesmo fontes de defesa turcas são obrigadas a concordar que nem tudo tem sido vitória para a Turquia. 

Por exemplo, o canal de TV turco anti-governista, Ulke, fez questão de informar textualmente que "os pilotos da Força Aérea turca tinham morrido em ataques terroristas".

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Por outro lado e mesmo assim, de forma muito superficial, o governo da Turquia, se pronunciou dizendo que o principal objetivo dos atos terroristas era o ônibus que transportava o pessoal das forças armadas. 

Muito provavelmente seja por essa razão, que as discussões do general da Defesa da Turquia, Akar Houlousi ocorrido em 18/02 com o seu homólogo norte-americano, o general Joseph Dunford, tenha sido extremamente tenso e desgastante, pois Ancara parece querer ameaçar os Estados Unidos com o fechamento da base militar norte-americana na cidade de Incirlik, onde estão estacionados caças dos #EUA, isso, é óbvio, se Washington não reconhecer que os curdos com raízes também na Síria, componham uma organização terrorista, reiterou o turco. 

O assessor de segurança, Seref Malcoci, do instável presidente turco Recep Erdogan, fez questão de frisar que se o Governo de Washington quiser comprovar que é realmente amigo e aliado da Turquia, deve reconhecer que a raiz síria do PKK é sim uma organização terrorista, contra a qual devem ser tomadas as medidas necessárias. 

Enfim, independente de quem está certo ou errado nesse imbróglio das relações internacionais, no resumo de tudo, nos últimos dias, o número de militares turcos mortos em ataques de revide a brutalidade da Turquia, chegou a 35 homens, já que o PKK explodiu outros 8 em Diyarbakir e mais 3 soldados turcos morreram quando o prédio em que faziam uma incursão militar veio abaixo. 

Mesmo assim, Ancara continua firme no processo de invadir diariamente os espaços aéreos de seus vizinhos como a Grécia; de escalar blindados para entrar sem autorização em território iraquiano; de espancar e matar civis curdos, que não são militares, como estudantes e professores; de querer a qualquer custo tirar o sírio Bashar al-Assad do poder e que até já cometeu o infeliz desatino de derrubar o caça SU-24 da Rússia, o que pode vir a lhe custar muito caro.

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#Acidente #Guerra Civil