A  #Apple se negou nesta terça feira a criar ferramenta para se ter acesso aos dados do iPhone do atirador de San Bernardino, Califórnia, que matou, com ajuda de sua esposa, 14 pessoas e feriu 22 gravemente no dia 2 de dezembro de 2015.

Um juiz da Califórnia ordenou que a empresa ajudasse a polícia no acesso às informações contidas no aparelho de Syed Farook, mas a empresa se recusa a criar uma “porta dos fundos” para os aparelhos telefônicos da marca, alegando que tal procedimento está fora do alcance do governo dos Estados Unidos.

Tim Cook, CEO da Apple escreveu um comunicado na última terça feira, e em um dos trechos diz que a criação desse dispositivo “é algo que consideramos muito perigoso!”.

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“O governo está pedindo à Apple para hackear os próprios usuários e assim comprometer décadas de avanço em segurança eletrônica que protegem nossos clientes.”, disse Cook na carta publicada pela empresa.

Tim Cook afirma que esse processo facilitaria o trabalho de hackers e criminosos virtuais, o que colocaria em risco pelo menos dez milhões de cidadãos americanos, o que seria um passo sem precedentes.

Na carta a empresa ainda diz que é do interesse de todos que desconsiderem tal ordem judicial, e que nenhum ser humano em sã consciência acharia isto aceitável.

INVESTIGADORES FRUSTRADOS

As equipes responsáveis pela investigação já haviam conseguido uma permissão para acessar ao conteúdo do telefone celular de Farook, mas esbarraram em um código numérico de acesso criado pelo terrorista simpatizante do #Estado Islâmico.

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O dispositivo ainda apaga toda a memória do telefone após dez tentativas com o código errado.

A Procuradora de justiça Eileen Decker, afirma que não há razões para a Apple desobedecer a ordem, já que esta faz referência somente ao aparelho do atirador. “Não estamos pedindo pra Apple redesenhar seus produtos, a ordem foi dada estritamente para este telefone!” disse Decker.

Já a Apple diz que o que o FBI solicitou foi um software que quebrasse o acesso ao iPhone, porém não há como criar um programa que acesse somente um aparelho, e que tal software, que não existe, nas mãos erradas seria um grande desastre. A marca corrobora sua atitude dizendo não haver garantias de que a ferramenta seria usada somente no caso de Farook.

Este é o impasse mais recente entre a aplicação da lei e a indústria da tecnologia sobre criptografia. #Ataque Terrorista