De acordo com dados fornecidos pela Direção Nacional de Saúde de Cabo Verde, a capital Praia enfrenta uma forte epidemia da doença, onde há mais de 4 mil casos confirmados. Desde o início do surto do vírus, em outubro de 2015 até janeiro de 2016, foram registrados mais de 7 mil casos de Zika no país, sendo que em torno de 180 gestantes foram diagnosticadas com a #Doença, porém nenhum caso de microcefalia foi confirmado. De acordo com autoridades, esses números podem ser mais elevados, pois apenas foram confirmados casos em registro oficial.

''Felizmente houve uma redução nos casos nos últimos dias em Cabo Verde. Nós tivemos picos que durante uma semana foram registrados mais de 800 casos, felizmente conseguimos diminuir este número para 83 casos por semana'', conclui Tomás Valdez, diretor Nacional de Saúde de Cabo Verde.

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Já nas ilhas do país, muito procuradas por turistas europeus e norte americanos, o registro de casos está abaixo do normal. Na ilha de Sal, até o prezado momento, não foi registrado nenhum caso. Em Boa Vista a tendência é baixa, onde apenas quatro casos foram registrados nas últimas três semanas.

De acordo com Tomás Valdez em declaração ao jornal DW, em aproximadamente 50 gestantes, não foi diagnosticado nenhum sintoma do #Zika Vírus, como febre, dores pelo corpo e muito menos desordens neurológicas relacionadas à microcefalia. ''Temos três casos do Zika vírus confirmados em gestantes onde os bebês nasceram normais. Estamos observando cada caso, além disso, existe um sistema de monitoramento onde estamos acompanhando de perto estas gestantes'', explicou Tomás Valdez.

O Ministério da Saúde de Cabo verde faz campanha de conscientização para que a população reforce a luta contra o mosquito transmissor da doença, por isso pede a sua população para que reforcem as medidas de proteção individual e assim evitem as picadas do inseto e maneiras corretas para o armazenamento de água, evitando criadouros do mosquito que também transmite dengue, febre amarela e chikungunya.

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Tais medidas de proteção passam pelo uso de repelentes e/ou roupas com mangas compridas, redes de proteção nas janelas e/ou mosquiteiros, além de eliminar os focos com água parada, propícios ao surgimento do mosquito. Entretanto, o governo dos Estados Unidos desaconselha principalmente as mulheres grávidas, a viajar para Cabo Verde.