Autoridades da China revelaram que muçulmanos de minoria uigures, do nordeste chinês, Xinjiang, foram treinados como combatentes terroristas em campos de treinamentos no Afeganistão.

A agência oficial Xinhua expediu ontem sentenças de 11 cidadãos chineses que foram condenados por separatismo e envolvimento e ataques terroristas, em Xinjiang.

O despacho cita como um dos condenados Memet Tohti Memet Rozi, ele teria construído no país afegão um centro e treinamento para formar “terroristas” somente da região de chinesa de Xinjiang. O tamanho da área do campo de treinamento seria 18 vezes maior que a área de Portugal.

De acordo com a investigação ele manteve contato direto com combatentes talibãs e o MITO – (Movimento Islâmico do Turquestão Oriental), um grupo considerado como terrorista pelo governo da China, que luta pela independência da região.

Publicidade
Publicidade

Outro Uigur que estava entre os condenados, e teve sua pena comutada (de prisão perpétua a uma sentença com prazo para sair da cadeia), era Huseyin Celil, acusado de #Terrorismo na China, viveu na Turquia, depois de ter morado no Canadá. Em 2006 foi preso no Uzbequistão e enviado para a China.

Na avaliação de grupos de defesa dos Direitos Humanos Pequim mantém uma política repressiva à cultura dos uigures, principalmente ao que se refere à religião.

Os tribunais reconsideraram as penas das sete pessoas condenadas, que inicialmente haviam sido condenados à prisão perpétua, as prisões variaram entre 8 e 20 anos.

O conflito na região

Rica em recursos naturais como petróleo e ouro, por exemplo, essa região já havia declarado independência da China, mas essa independência não resistiu a China comunista que em 1949 passou a controlar a região.

Publicidade

Com a imigração de chinês de etnia Han, muitos uigures começaram a acusar os imigrantes de discriminação.

Com a luta da região pela independência, com ataques a bomba, Pequim passou a acusar ativistas uigures de promover violenta campanha de independência da região, além dos ataques a bomba, os militantes foram acusados de sabotagem e incitamento da população à revolta.

Enquanto os uigures acusam o governo chinês de repressão às suas práticas religiosas, culturais e comerciais. Em 2009 os uigures representavam 45%, enquanto os Hans 40% na região de Xinjiang.

Após ataques de setembro de 2001 ocorridos nos Estados Unidos, o governo chinês passou a acusar militantes uigures de envolvimento com o grupo terrorista Al Qaeda.

Em 2009 já existiam notícias de que essa minoria muçulmana havia sido treinada por terroristas no Afeganistão, mas não havia evidências que comprovassem esse envolvimento. #Ataque #Al Quaeda