Uma ação policial de combate ao comércio clandestino no região central de Hong Kong terminou em tumulto e enfrentamento dos vendedores irregulares conta os policiais responsáveis pelo ato.

Durante as comemorações do Festival da Primavera da China, a polícia local recebeu a ordem das autoridades chinesas para remover os cerca de 700 comerciantes que estavam concentrados pelas principais ruas de Mong Kok. A confusão começou após um parte dos ambulantes se recusarem a sair do local, obrigando as forças policiais a utilizarem de força e técnicas de dispersão. Com pedras e tijolos, os manifestantes revidaram e avançaram contra os policiais.

Segundo a polícia, cerca de 68 pessoas foram presas por envolvimentos com os protestos e outras 48 foram acusadas de tumulto e concentração não autorizada.

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COMÉRCIO ILEGAL - A tentativa do governo de realizar algum tipo de controle sobre o comércio clandestino está criando uma instabilidade social na região de Mong Kok, área central da cidade. Com o objetivo de inibir a prática de pequenos delitos e também a evasão de receitas tributárias, o cerco aos clandestinos têm sido constante na região. Segundo o site de notícias Xinhua, os protestos começaram no último dia 8 e seguem durante a semana com parte da população apoiando os policiais e parte reclamando do excesso de força e expulsão dos ambulantes. 

Além do negócios ilegais, as autoridades de Hong Kong querem acabar com o comércio clandestino de marfim. Esta informação foi anunciada durante a divulgação da estratégia das autoridades chamada de Plano Linhas de Ação Governativas para 2016.

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A ação visa mostrar que o país não será mais considerado rota para o tráfico internacional que incentiva a morte de elefantes pelo mundo.

HISTÓRICO DE OPOSIÇÃO - Em julho de 2014 aconteceu outro evento de resistência da população em Hong Kong. Neste ato, estudantes se organizaram e tomaram conta da praça reivindicando mudanças na política comunista, inserção de práticas internacionais de democracia e a realização de eleições participativas. Formado essencialmente por estudantes, o Occupy Central teve apoio dos grupos estudantis e de partidos políticos descontentes com Pequim.

Este movimento se inspirou nos atos que ocorreram nos Estados Unidos e que foram chamados de "Occupy Wall Street"  em 2011 que pregava a bandeira de melhorias sociais e contra o capitalismo voraz de empresas e executivos.

#Manifestação #China #Crime