João Cruz vai a julgamento no tribunal de Almada, em Portugal, durante esse mês de fevereiro. O homem está sendo acusado de homicídio por negligência, após sua filha atropelar mortalmente Maria Narcisa Ponte, de 54 anos. A menina de apenas treze anos estava dirigindo o carro do pai, enquanto ele a estava ensinando, por isso a culpa é atribuída a ele. 

Tudo aconteceu na tarde do dia 8 de dezembro de 2013, quando João Cruz estava dando aula de condução de carro para a filha, de 13 anos. Em Portugal, a idade mínima para se tirar carteira de motorista é de 18 anos, mas esse pai já ensinava a filha desde cedo. Sentado no banco do carona e ainda com um filho bebê de dois anos no colo, João estaria dando instruções, quando a garota perdeu o controle do carro e bateu contra o muro de uma casa.

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No jardim da casa, Maria Narcisa estava colocando roupa para secar, quando foi atropelada pelo carro, dirigido pela criança. 

A única vítima desse acidente acabaria por morrer, o que afetou mais ainda o inquérito desse caso complexo. Com treze anos e com o pai do lado não há como culpar a criança, que pela lei portuguesa não poderia ser responsabilizada por esse acidente. 

Também o pai, poderia não incorrer em nenhuma pena severa, uma vez que se tratou de um acidente. Com enorme gravidade, mas um acidente. No entanto, da acusação de negligência, por colocar uma criança dirigindo, esse homem não vai se livrar e no dia 17 de fevereiro vai ser julgado e saber qual a pena que vai receber. 

De acordo com o jornal Correio da Manhã, poderá ser condenado a uma pena de três anos de prisão, caso os juízes entendam ter-se tratado de um homicídio culposo, ou poderiam substituir a pena de prisão por uma multa.

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Caso, os juízes julguem se tratar de negligência grosseira, a pena de prisão poderá subir até aos cinco anos. João Carlos Cruz pode ainda ter que pagar uma indenização cível, após pedido interposto pela #Família da vítima. 

E o leitor, o que pensa desse caso? O homem merece ser condenado por essa morte? Com pena de cadeia? Comente.  #Justiça #Europa