Nessa sexta-feira, 26 de fevereiro, serão realizadas as #Eleições para a Federação Internacional de #Futebol, a Fifa, entidade máxima do futebol mundial. Atualmente, quem ocupa o cargo de presidente da Fifa é o camaronês Issa Hayatou, que chegou ao posto após diversos dirigentes, entre eles o antigo presidente Joseph Blatter, serem envolvidos em denúncias de corrupção, que envolveram também dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mas como funciona o processo eleitoral na Fifa? Quem são os responsáveis por escolher a pessoa que irá comandar os rumos do futebol a nível mundial nos próximos anos? É o que explicamos a seguir.

O sistema eleitoral é simples e transparente (ao menos no momento da votação, já que as tramas políticas que se desenvolvem nos bastidores parecem ser inesgotáveis e dignas de filmes).

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Na sexta-feira, cada uma das 209 federações nacionais de futebol ligadas à Fifa terá direito a um voto. Todos os votos têm o mesmo peso. Esses votos são dados em um congresso que reúne os representantes dessas federações. A votação é feita por ordem alfabética, de acordo com a sigla em inglês de cada federação.

A eleição pode acontecer em dois turnos. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa alcançar dois terços dos votos. Indo para o segundo turno, basta 50% mais um para que um vencedor seja declarado.

A divisão entre os continentes não leva em conta o peso futebolístico, e sim a quantidade de federações. Dessa forma, o continente africano terá o maior número de votos, 54, representando 26%. A Europa vem a seguir, tendo direito a 25% dos votos (53, no total), seguida pela Asia, com 46 votos (22%), pela América do Norte e Central, com 35 votos (17%), pela Oceania, com 11 votos (5%) e, finalmente, pela América do Sul, que contará com 10 votos (5%).

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Na disputa dessa sexta, serão cinco candidatos: Ali al Hussein, príncipe da Jordânia e ex vice-presidente da Fifa; Gianni Infantino, secretário geral da UEFA; Salman al Khalifa, membro da família real do Bahrein e presidente da federação da Ásia; Jérôme Champagne, ex vice-secretário-geral da Fifa; e Tokyo Sexwalle empresário de minérios sulafricano.

Como se vê, embora com voto secreto e com peso igual para todos, não são peixe pequeno os candidatos a presidir a Fifa no próximo período. #Corrupção no futebol