Um dos maiores fenômenos sociais ocorridos após a 2.ª Grande Guerra Mundial é a migração humana em caráter global. A maioria dos países direta ou indiretamente tem participado desse grande imbróglio com inúmeras ramificações nocivas, principalmente para com as pessoas inocentes em geral, como mulheres, idosos e bebês. O mar Mediterrâneo, por exemplo, recebe hordas de indivíduos em embarcações precárias vindas da Ásia Menor, Oriente Médio e litoral norte do continente africano, tentando desesperadamente chegar à #Europa, sendo fugitivos das guerras civis, desordens políticas, destruição da economia e terrorismo que reinam nos seus Estados de origem

Além desses problemas de cunho social que desestabilizam histórias de vidas através de gerações, há também as questões de instabilidades gerais provocadas em todo um continente, que é o europeu, e também afetando as superpotências mundiais como EUA, França, Alemanha, Inglaterra, Rússia, entre outros países. 

Observadores internacionais chamam a atenção do caso Grécia. O país atravessa um longo e sério período de esfacelamento de sua economia com conseqüências desastrosas para a qualidade de vida de sua população, mas o bom exemplo, muitas vezes vem de quem na prática, tem muito pouco a oferecer em bens materiais, mas é rico em sentimentos como amor ao próximo, mansidão e espírito altruísta de abnegação em socorrer o seu próximo, mesmo que o seu próximo nunca tenha sido visto antes. 

E por falar em Grécia, nos últimos dias, tem circulado nas redes sociais, entre as quais, o Facebook, principalmente, uma foto tirada pelo fotógrafo grego, Lefteris Partsali, que está dando a volta ao mundo e se tornando como que uma espécie de viral do bem. O local em que a imagem foi capturada é a ilha grega de Lesbos, onde alguns fatos no mínimo curiosos funcionam como destaque chamando a atenção para o cenário como um todo. 

Trata-se da imagem de uma anciã, juntamente com duas de suas amigas que segura de modo muito terno, um bebê recém-nascido nos seus braços e o alimenta com uma mamadeira “saborosa”. O pitoresco de tudo isso é que essa senhora tem 85 anos de idade, cujo nome da mesma é Emilia Kamvisi (as amigas de Emilia, muito provavelmente devem esta na mesma faixa etária dela e olham com um sorriso estampado nos rostos e doçura o bebê que trata de saborear todo o conteúdo da mamadeira). 

O que causa ainda maior notoriedade ao quadro é que o bebê em questão não é o netinho, sobrinho ou mesmo filho de algum vizinho da grega Emilia Kamvisi.

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A criança não tem idade para ter consciência de onde fica a Síria. Sim, isto mesmo, o neném é mais um dos milhões de refugiados sírios e desembarcou na Grécia poucos dias atrás. 

O pequeno de meses é bem provável, que jamais poderá ter infância ou crescer no seu país de origem. De qualquer modo, um anjo na pessoa de uma idosa grega que confere ainda um pouco ou muito de dignidade as ações da espécie humana, alimenta, cuida com amor e dá um lar a esse pequenino indefeso que simplesmente foi obrigado a fugir de seu torrão natal. 

Ocorreu que alguém em algum momento, sugeriu a Emília que ela pudesse ser indicada a receber o Prêmio Nobel da Paz, e a mulher, humildemente, mas de modo firme respondeu: “o que eu fiz? Eu não fiz nada". Oxalá que todos os governos e pessoas, de fato, se esforçassem por não fazer nada assim como Emília! #Crise migratória #Guerra Civil