A justiça da Itália abriu um processo de investigação contra a empresa #Google. De acordo com os promotores do caso, a companhia teria evadido 227 milhões de euros entre 2009 e 2013 na Itália. A promotoria do país vai investigar pelos menos cinco diretores da empresa.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, o governo da #Europa está estudando formas de mudar as regras fiscais que permitem multinacionais transferir lucros não tributados.

Os custos relacionados a evasão fiscal por parte das empresas causam um rombo de 70 bilhões de euros anualmente na Europa.

Além da Itália, outros países da estão tentando usar leis fiscais para obrigar companhias a pagar taxas sobre as rendas geradas por vendas nos países europeus.

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Uma investigação aberta em janeiro deste ano na Itália revela que a companhia pode ter deixado de declarar cerca de 100 milhões de euros ao longo de cinco anos.

Além disso, existe também a suspeita de que a companhia deveria ter declarado cerca de 600 milhões de euros de royalties que teriam gerado uma tributação de cerca de 200 milhões de euros.

Durante uma audiência parlamentar em Londres na quinta-feira (11), a Google recusou a reivindicação dos tributos da Itália e assim como na França.

De acordo com a reportagem, a Google baseou as taxas em sua sede em Dublin, onde os impostos de empresas são inferiores aos da Itália.

No final de janeiro deste ano, a GdF (Guarda de Finanças) de Milão já havia acusado a filial da Google na Itália de evasão de impostos, a empresa teria deixado de pagar mais de 200 milhões de euros de acordo com a acusação.

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Resposta da Google

Em um comunicado, a Google informou que “cumpre com as leis tributárias em todos os países em que opera” e que “está colaborando com as autoridades”.

A companhia alegou que sua presença na Itália meramente fornece serviços de consultoria e de marketing para as Google do Oriente Médio, Irlanda e África.

Em janeiro, a companhia concordou em pagar ao governo britânico o valor de 130 milhões de euros em impostos atrasados. Partidos de oposição ao governo criticaram a decisão, classificando o valor como muito baixo. #Crime