Quando Rob Wainwright da EUROPOL (um órgão contra o terrorismo) alertou em entrevista a um jornal britânico (26/01) que os terroristas do ISIS tinham capacidade para realizar ataques terroristas “em grande escala” contra a Europa talvez ele não tivesse imaginado que os combatentes já tinham desenvolvido armas químicas.

A Inteligência Nacional dos Estados Unidos, através do diretor Jamer Clapper, também já havia alertado, em 09/02, aos governos que lutam contra o ISIS que a utilização das armas na Síria e no Iraque era um realidade.

Até que, no início de fevereiro, em 13/02, o diretor da CIA, John Brennan, acusou o ISIS de ter utilizado inúmeras vezes armas químicas em campos de batalhas.

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Segundo eles o composto utilizado seria o ‘gás-mostarda’, um agente químico que pode matar um indivíduo em até 5 minutos. O receio se volta agora a possibilidade de que os jihadistas possam contrabandear essas armas para outros países.

O ISIS não só utilizou gás-mostarda contra soldados como armas compostas de cloro, isso foi comprovado através de estudos realizados em laboratórios o composto químico deixou 35 soldados doentes, em agosto do ano passado. O grupo voltou a utilizar armas químicas na semana passada contra os curdos, de acordo com um oficial curdo e um funcionário médico. Nove soldados curdos precisaram ser hospitalizados com sintomas que poderiam ser provocados por gás tóxico de cloro.

Talvez alguns os países coligados contra o terrorismo, não estejam empenhados o bastante a combater os radicais por via terrestres, o que realmente é um perigo, pois uma vez que eles têm “livre acesso” a países da fronteira com Síria e Iraque o contrabando de armas químicas pode se tornar uma realidade, e o sua capacidade de ferir mais pessoas também.

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Outro ponto importante que os países deveriam levar em consideração é o fato de que: segundo os próprios radicais existem combatentes infiltrados no Ocidente esperando ordem para atacar, ou seja, não deveria ser considerada uma possibilidade de ataques terroristas na Europa com armas químicas?

Qual o motivo dos países que lutam contra o terrorismo não aplicarem sanções contra os países que deixam o livre o acesso para os combatentes transitar? Este foi o questionamento proposto pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, na cúpula do G20 que, até hoje, não foi respondido. #Ataque #Estado Islâmico #Guerra Civil