Na #História contemporânea da sociedade mundial, alguns acontecimentos foram singulares por serem inusitados e por terem provocado conseqüências profundas na inteira ordem mundial. Alguns desses fatos foram: o fim da União Soviética, a queda do muro de Berlim, a destruição terrorista das Torres Gêmeas e agora, no próximo dia 12/02, sexta-feira, ocorrerá um encontro no mínimo inconcebível, se fosse idealizado há alguns anos atrás, que é a 1.ª reunião entre um Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa e um Papa da Igreja Católica Apostólica Romana. 

As igrejas foram desmembradas a partir do Grande Cisma do Oriente em 1054, o qual separou a Igreja Católica em duas, a saber: Igreja Católica Apostólica Romana e Igreja Católica Apostólica Ortodoxa.

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A divisão foi tão profunda que ambos os líderes, da Igreja de Constantinopla e da Igreja de Roma, acabaram mutuamente se excomungando e isso já faz quase 1.000 anos. 

Será uma reunião em torno de 2 horas, na qual o Patriarca Kirill de Moscou e o Papa Francisco assinarão uma declaração comum. E nada mais emblemático que um problema de fundo religioso, teológico e político surgido há séculos no velho mundo europeu, seja agora, encarado no novo mundo, no continente americano, mais especificamente no aeroporto da capital de Cuba, Havana. 

Federico Lombardi, que é o porta-voz oficial do Vaticano, através de um comunicado lido às pessoas, reforçou que o Patriarcado de Moscou e a Santa Sé atestam que o encontro entre os 2 líderes religiosos foi “preparado há muito tempo… constitui um marco importante nas relações entre as 2 Igrejas...

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um sinal de esperança para todas as pessoas de boa vontade”. 

A controvérsia sobre a Igreja Greco-Católica Ucraniana não será mencionada no encontro, disse o Patriarcado de Moscou, sendo ressaltado que o motivo prioritário da reunião é a premência de uma resposta uniforme e comum de ambas as igrejas sobre o verdadeiro “genocídio da população cristã” que está sendo efetuado por terroristas no Oriente Médio e também em determinadas regiões da África, exigindo “medidas urgentes e uma cooperação ainda mais achegada entre as Igrejas Cristãs”, disse o representante religioso de Moscou. 

Aproximadamente 15 anos atrás, um outro Papa, João Paulo II, pediu perdão pelos erros chamados por ele de "históricos" cometidos pela Igreja Católica (não foi a única a cometer desvios) ao longo de sua história. Foram, por exemplo, tantos os “pecados” cometidos por líderes religiosos, que se torna quase impossível de enumerar a todos. 

Alguns dos temas pelos quais foram pedidos perdão são: as cruzadas; o apoio às ditaduras militares pelo mundo afora; o tratamento de 2.ª classe dado aos judeus; as mulheres; o estúpido processo de Galileu Galilei; o patrocínio e envolvimento religioso em diversas guerras, inclusive as de raízes religiosas; pela excomunhão de teólogos e pensadores que tiveram um novo entendimento das Escrituras Sagradas; pelo repúdio aos negros e atrocidades cometidas contra os índios americanos.

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Isso sem citar os casos de pedofilia cometidos por diversos sacerdotes, destruindo emocionalmente várias vidas. 

Fato é, que os pedidos de perdão ou desculpas de uma autoridade religiosa máxima, não funcionaram para estancar totalmente a continuidade dos mesmos problemas até a data de hoje. Entretanto, mais uma tentativa de reparo e reconciliação religiosa será feita no aeroporto cubano de Havana, paralela a uma visita à América Latina do Patriarca de Moscou e da viagem do Papa Francisco ao México. #Europa #Religião