A OMS decretou esta segunda-feira, dia 01, o estado de emergência em todo o mundo devido ao grande aumento do número de casos de #Doença causada pelo zika vírus e também pelo aumento do número de casos de microcefalia.  A decisão foi tomada após a reunião do Comitê da Organização que trata do assunto, realizada em Genebra, na Suíça, 

Zika Vírus: ameça para a saúde pública em todo o mundo

Margaret Chan, diretora geral da OMS, alertou para o fato de que é preciso a adoção de uma acão conjunta internacional de todos os países afetados, para que seja feito um combate à propagação do vírus. A diretora apontou que a falta de testes específicos e eficientes, além de uma baixa imunidade da população em países que não tinham sido afetados pela doença, constituem fatores que ajudam à sua disseminação.

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Estado de emergência decretado pela OMS

O elevado número de casos de mirocefalia, associado com outras alterações neurológicas detectadas principalmente no Brasil e na Polinésia Francesa, com forte indício de uma proximidade com o #Zika Vírus, foram suficientes para se decretar o estado de alerta. A Organização considera os casos uma situação atípica, além de constituir séria ameaça para a saúde pública nas regiões do planeta que são atingidas pela doença.

A reunião, que culminou com a decisão de se decretar o estado de emergência, contou com a participação de oito especialistas neste tipo de doença, além dos demais diretores da Organização e doze representantes dos diversos países afetados, dentre eles, o Brasil, que é classificado como o mais afetado pela disseminação do vírus. A reunião, que se iniciou às 11h15 (horário de Brasília ) foi feita por meio de contatao telefônico. 

A relação entre o zika e os casos de microcefalia 

A diretora da OMS declarou que devem ser tomadas medidas de prevenção o mais rápido possível, apesar de considerar que ainda não existe uma evidência científica que comprove a relação entre o zika e os casos de microcefalia.  Margaret Chan considerou a existência de fortes suspeitas, que sugerem a relação da microcefalia, além de outras malformações do sistema nervoso e complicações neurológicas.

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De acordo com David L. Heymann, que preside ao Comitê de Emergência da Doença, já é possível estabelecer uma associação entre os fatores geográficos e temporais que contribuem para a disseminação. Diante deste fato, as medidas de controle devem ser adotadas imediatamente. Isto se deve ao fato de que, até que se comprove a existência desta relação entre o vírus e a microcefalia, que deve durar um certo tempo, os casos podem aumentar de forma descontrolada. Heymann afirmou que estes estudos são complexos e requerem bastante tempo. #Organização Mundial de Saúde