Mohammed al-Qiq é o nome do jornalista palestino preso em #Israel. O acusado é suspeito de ser um importante integrante terrorista e por isso está em detenção administrativa, que nada mais é que ser preso sem qualquer prova ou acusação. 

Para Israel, o jornalista faz parte do Hamas, grupo terrorista que comanda a faixa de Gaza. Mohammed foi detido e como protesto está fazendo greve de fome. Há quase 60 dias o jornalista não se alimenta normalmente e atualmente está internado no hospital, na cidade de Afula, norte de Israel.

A prisão administrativa é muito mal vista pelas autoridades dos direitos humanos, pois permite que o acusado fique preso por até 6 meses - podendo ser renováveis.

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Agora no final de janeiro de 2016, o Tribunal de Israel informou que a prisão de al-Qiq será renovada por mais 6 meses, contudo, devido à greve de fome e seu delicado estado de saúde, a prisão do jornalista poderá ser revogada.

Em nota, o advogado da família de Mohammed al-Qiq, informou que a situação do preso é grave, está sem forças para se comunicar e quase não consegue ouvir. Para o advogado, Jawad Boulus, o jornalista palestino pode vir a óbito a qualquer momento.

Na última coletiva de imprensa, a esposa do jornalista desabafou indagando se as autoridades de Israel estão esperando seu marido entrar em coma ou ter uma hemorragia interna. Os porta-vozes, tanto do hospital quanto os responsáveis pela prisão, nada declararam.

Mohammed al-Qiq trabalha na emissora saudita Al Majd, é jornalista investigativo, tem 33 anos de idade, é pai de duas crianças pequenas e é casado com Fayha Shalash, que também é a responsável por divulgar sua prisão em um trabalho informativo sobre a Palestina e Israel.

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Recentemente, foi aprovado em Israel um projeto de lei na qual se permite forçar a alimentação do preso que se recusa a comer, visando assim a saúde do detento.

Mohammed al-Qiq denunciou para a ONG palestina Addameer, que sofre maus tratos e tortura durante o interrogatório israelita e que a greve de fome é um protesto pela prisão indevida. #Terrorismo #Oriente Médio