Uma fonte diplomática da Rússia anunciou nessa segunda-feira, 15, que a fragata Zelioni Dol adentrou o Mar Mediterrâneo rumo a Síria. O navio está equipado com misseis Kalibr.

Há alguns meses outras fragatas russas do mesmo tipo lançaram misseis em bases terroristas da Síria e segundo informações oficiais, a fragata Zelioni Dol vai se juntar às outras fragatas russas, entretanto, o objetivo das mesmas estarem ali não foi divulgado. A Rússia teria atualmente cerca de vinte navios de guerra no Mediterrâneo.

A imprensa internacional levanta a hipótese de que seja uma forma de se ‘armar’ contra uma possível invasão turca. A Rússia e sua coalizão visam destruir o Estado Islâmico e livrar a Síria, a Rússia e o mundo do #Terrorismo desse perigoso grupo.

Publicidade
Publicidade

Entretanto, a coalizão russa não almeja interferir na política da Síria, sendo Assad aliado de Putin.

Já a coalizão liderada pelos Estados Unidos e que conta como alguns de seus membros a Turquia e a Arábia Saudita, quer lutar contra o terrorismo e derrubar o governo de Bashar Assad.

Características dos navios russos no Mediterrâneo

A Rússia, que figura oficialmente como uma das três principais e mais poderosas potências militares do mundo, conta com fragatas polivalentes que medem até 74 metros de comprimento e onze de altura.

Os navios possuem capacidade para transportar 949 toneladas de carga, além de serem capazes de navegar até duas mil e quinhentas milhas sem que seja abastecido. No quesito armamentos, todas as fragatas estão devidamente munidas com um canhão  A-190 de 100 mm, mísseis antiaéreos, além dos misseis Kalibr citados no início da matéria.

Publicidade

Clima tenso

Quinta-feira passada, 11, o primeiro ministro russo avisou sobre a possibilidade de uma guerra mundial se a Síria fosse invadida. No dia seguinte um acordo preliminar de cassar fogo foi realizado entre Rússia e EUA. No sábado a Turquia e a Arábia Saudita anunciaram que podem iniciar a operação terrestre na Síria. E nessa segunda-feira, o chanceler saudita Adel al-Jubeir. declarou que Assad deixará o poder seja por renúncia ou à força, defendendo a derrubada do presidente sírio.

Nesse cenário de impasse e incertezas quanto acordos definitivos para destruir os terroristas sem mexer com o governo sírio, cada movimentação dos países envolvidos em ambas as coalizões mostra que uma terceira guerra mundial tem se tornado uma possibilidade cada vez mais provável. #Guerra Civil #Vladimir Putin