O atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer fechar a prisão de Guantánamo. O problema é que esse plano de Obama tem que ser aprovado pelos congressistas republicano, que são totalmente contra a ideia de que alguns presos de Guantánamo sejam transferidos para prisões ou instalações militares nos Estados Unidos.

Sem essa aprovação do Congresso, o presidente Barack Obama não consegue fechar a prisão de Guantánamo. Obama afirmou que é uma prisão que não melhora a segurança dos Estados Unidos e cria uma mancha nos valores americanos de defesa da democracia e dos direitos humanos, além de custar uma fortuna. Somente no ano passado, U$ 450 milhões foram gastos para cuidar dos 91 presos que hoje estão detidos em Guantánamo.

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Alguns cálculos dizem que um preso que fica lá custa 40 vezes mais que um preso comum.

Nesse ano eleitoral, é muito difícil que a oposição republicana ofereça ao presidente a oportunidade de cumprir essa promessa de campanha. Além disso, a oposição republicana também reflete um sentimento que existe nos #EUA de muitos americanos que não querem esses presos dentro do território americano.

O campo de prisoneiro de Guantánamo tem uma situação muito questionada pela anistia internacional. Vários presos que estão lá jamais foram acusados formalmente e nem receberam nenhum tipo de condenação. Eles estão presos sem prazo pre determinado.

Exite uma situação jurídica na prisão muito complicada, e o que o presidente quer é justamente resolver esse problema. Ele inclusive disse em um dos seus argumentos que Guantánamo serve como uma espécie de propaganda para os grupos terroristas, que apontam o local como prova da ação dos EUA, que seriam contra os direitos humanos e não respeitam a democracia. 

Dos 91 presos que estão detidos, 35 poderiam ser repatriados para outros países, mas ainda existem um pouco mais que a metade desses presos que são pessoas de alta periculosidade e que precisariam receber um julgamento e continuar sob a supervisão dos Estados Unidos, pois se estiverem soltos eles seriam um risco muito grande para a sociedade.

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