O primeiro ato público contra Mauricio Macri foi realizado nesta quarta feira (24). Uma greve, que não chegou a ser uma greve geral, mas foi uma interrupção do setor público, que não paralisou os serviços essenciais. Os hospitais continuaram funcionando por exemplo, mas ela foi sentida em toda a Argentina. Ela foi convocada pela maior central sindical de servidores públicos, uma entidade que tem mais de 200 mil associados, e teve apoio de outras duas centrais sindicais.

Houve um grande tumulto na capital Buenos Aires, pois eles fizeram um grande protesto que passou pelos principais monumentos da cidade, e quase acabou em meio à sede da presidência da Argentina.

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A movimentação foi contida pelos policiais, pois o presidente francês François Hollande está na Argentina e estava em visita oficial na Casa Rosada, e por motivos de segurança o ato foi contido um pouco antes do palácio presidencial.

Mauricio Macri, desde que assumiu mudou algumas coisas, e modificou bem o esquema. No dia 20 de dezembro de 2015 foi o dia que o mesmo assumiu o cargo, e uma de suas promessas de campanha era reduzir a máquina pública. Pois um dos seus primeiros atos como presidente argentino foi demitir quase 19 mil servidores públicos. Macri diz que os presidentes anteriores, o casal Kirchner que governou o país durante 12 anos, inflamaram a máquina pública para atender sindicatos. Segundo ele, houve algum erro na contratação dos concursos públicos, e por isso foi solicitada uma revisão.

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E essa revisão levou a 18.600 demissões. Isso deixou os sindicatos muito irritados, e por isso foram às ruas.

Não é só isso que afetou a popularidade de Mauricio, em pouco mais de 2 meses ele cortou dois grandes subsídios, e mexeu diretamente no bolso da classe média. Em alguns casos na capital Buenos Aires, a conta de luz aumentou em 300%, o gás em quase 500%. Isso pelo em função dos cortes, que segundo o mesmo disse não dava mais para manter como estava, e isso afetou diretamente na conta de luz.

Institutos de pesquisas fizeram um levantamento recente, e mostram a queda da popularidade desde que assumiu. Em janeiro ele tinha uma aprovação de 63,3%, e agora no final de fevereiro esse índice caiu quase 10 pontos percentuais, para 53,3%. Só que a impopularidade ainda é mais evidente, quando se muda a pergunta ao eleitor. O que você acha da aprovação de governo presidente Macri? 49% desaprovam e 41% aprovam.

O presidente francês foi a Buenos Aires para renovar contratos entre os dois países. Elogiou a política que está sendo feita, e disse que a Argentina passa a ser mais fiel e aberta a negócios estrangeiros. Lembrando que existe um elo muito grande entre os dois países, são mais de 250 empresas francesas dentro do país sul-americano. #Crise #Crise econômica