Acontece nesta sexta-feira (12), o encontro do Papa Francisco com o Patriarca da Igreja Ortodoxa. A reunião será em local reservado no próprio aeroporto de Havana devendo durar umas duas horas, para apresentação de uma declaração conjunta. O presidente de Cuba Raul Castro também estará na reunião dos representantes das duas igrejas.

Depois do Cristianismo ter ficado dividido por quase mil anos, desde a 'Cisma de 1054', esse encontro vem sendo minunciosamente planejado há anos e será um grande avanço para a reaproximação das duas religiões.. O Papa Francisco já teria confirmado seu encontro com o patriarca. "Ele determina o lugar", disse o pontífice.

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Informações foram passadas pela Agencia AP que também confirmou o anuncio da reunião das duas igrejas desde a semana passada.

O Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Kirill (69), desembarcou no aeroporto de Havana para visita oficial a Cuba onde terá um 'encontro milenar' com o chefe da igreja católica. Kirill foi recebido pelo presidente Raul Castro e se disse muito feliz e com um sentimento caloroso, nesta quarta visita que faz ao território cubano.

As duas maiores religiões cristãs ficaram separadas desde a Grande Cisma, em 1054, após excomunhão mútua dos líderes das igrejas de Roma e Constantinopla. Depois desse episódio nunca mais se entenderam, principalmente sobre o poder absoluto do Papa.

Segundo a AP a aproximação maior das igrejas católicas e ortodoxas aconteceu por temerem a violência que vem acontecendo no Oriente Médio e África, ameaçando a extinção dos cristãos.

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Ambas manifestaram seu horror diante de ataques extremistas islâmicos e a destruição de seus patrimônios, principalmente na Síria.

 Esse encontro histórico 'marcará uma importante etapa nas relações entre as duas igrejas', afirmaram os dois líderes religiosos.Cerca de 1,2 bilhões de fiéis pertencem a igreja católica e 200 milhões são seguidores da igreja Ortodoxa Russa.

O teólogo da Universidade Católica da América, Chad Pecknold, diz que escolher Cuba tem um significado especial para o líder ortodoxo, já que o país tem laços fortes com o comunismo e a extinta União Soviética. Por outro lado o Papa também aproximou-se bastante do país participando do processo para reaproximar Cuba e EUA. Portanto a escolha de um país não europeu não foi ao acaso, dizem outros analistas. #História #Religião