A investida da Rússia na guerra ao terror tem mobilizado as forças militares dos países europeus e americano para ampliarem seus aparatos e ações de treinamento militar em regiões fronteiriças ao país russo.

Em recente declaração durante a Conferência Munique de Segurança, o primeiro-ministro da Rússia Dmitri Medvedev declarou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) tem pouco se empenhado em estabelecer um protocolo de cooperação com o país, considerando que estabelecer uma relação com Moscou é visto como o fortalecimento da Rússia na tão engenhosa geopolítica militar.

Além de expor este sentimento  contra os representantes da OTAN, Medvedev disse que este posicionamento é um retrocesso e que fortalece os grupos terroristas, tendo em vista que as ações de combate ficam descoordenadas, facilitando a invasão de territórios e ataques terroristas. 

O evento na Alemanha foi chamado de "Davos da Defesa", por reunir autoridades do mundo todo para tratar sobre questões de segurança, combate ao terrorismo e outros assuntos.

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"ÀS VEZES, ME PERGUNTO SE ESTAMOS EM 2016 OU EM 1962" 

A tensão sobre a Rússia e as sanções impostas ao país é por conta da incorporação da Crimeia ao território russo, visto e divulgado midiaticamente como uma ação militar não autorizada e autoritária, apesar de ter existido um referendo popular em 2014 que foi favorável sobre a volta da Crimeia ao território russo.

Os países do tratado temem que a Ucrânia seja contaminada pela mesma vontade da Crimeia.

IMPASSE GEOPOLÍTICO E A SÍRIA

As nações que fazem parte da OTAN querem que a Rússia cesse seus ataques na Síria, sob a alegação de bombardeios contra civis e por terem objetivos secretos, o que foi refutado pelo premiê russo que alegou agir para proteger seus interesses de nação.

Estabilizar o país, estabelecer uma nova política e eliminar terroristas é um ganho militar, mas a vitória será no campo político, pois a nação que conseguir estes resultados se fortalece perante o mundo como potência moderna.

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Tão importante este tema é que Rússia e EUA negociam um cessar fogo na região. Arábia Saudita e Turquia apoiam os americanos e Israel, Iraque e Irã estão do lado russo neste embate.

AMPLIAÇÃO MILITAR E BÉLICA

Para reforçar a sensação de insatisfação e também para se posicionar estrategicamente para mostrar à Rússia que está acompanhando suas ações, a OTAN anunciou que enviará mais equipamentos e armamentos nas regiões que cercam a Crimeia e que tem o apoio dos #EUA para isto.

A investida alimenta ainda mais um sentimento de afastamento entre as nações e dificulta um diálogo ou qualquer cooperação a curto prazo e até mesmo gerando atritos que podem desencadear uma guerra. A iniciativa é vista como um recado para que Moscou recue no interesse de anexar novos países ao seu território e que se for preciso usar de força militar, isto será feito. 

RUSSIA E HOLLYWOOD

Em janeiro o premiê russo #Vladimir Putin recebeu no Kremlin o ator americano Leonardo DiCaprio que disse ser possível representar o político nas telonas, mostrando todas as facetas que formam  envolvem o país e a condução liderada por Putin.

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O concorrente ao Oscar 2016 declarou que também gostaria de encarnar Lênin e Rasputin. 

Apesar da declaração não oficial, a produtora russa responsável por produzir o filme negou que DiCaprio será o protagonista do longa, mas também não afirmou que isto é definitivo e nem os nomes dos atores que estrelarão o filme. 

ESPIONAGEM E TENSÃO NA ÁSIA

Em meio ao impasse no Oriente Médio, os países frequentemente se acusam de ataques virtuais um contra o outro e vazamentos de informações secretas, como o famoso caso de Edward Snowden, espião americano acusado de traição e refugiado na Rússia.

Estados Unidos e o seu aliado Coreia do Sul também enfrentam o avanço militar e nuclear da Coreia do Norte, que tem na China o seu parceiro estratégico. #Europa