O major-general Igor Konashenkov, representante do Ministério da Defesa russo, afirmou que desde que iniciaram as operações contra os terroristas islâmicos, enviaram para a #Europa e #EUA mapas sobre a localização de jihadistas na Síria, mas estes nunca foram utilizados pelos respectivos países.

Segundo o representante oficial da defesa russa, os EUA agradeceram o mapa, mas não o usaram e após o início da execução da coalização, os Estados Unidos saíram em público dizendo que a coalização ‘adversária’ está no lugar errado, sendo que possuem os mapas certos.

As declarações do major levantaram uma hipótese de interesses ocultos ou união com terroristas por parte da coalizão americana, pois informou que quanto mais alvos terroristas são destruídos, mais os EUA acusam a Rússia de estar fazendo tudo errado, bem como alegam que os ataques russos não são necessários.

Publicidade
Publicidade

A Síria está em uma guerra civil desde 2011, entretanto, faz menos de dois anos que os conflitos se intensificaram, pois o ISIS, proclamou o seu califado islâmico em um extenso território pertencente a Síria. O presidente sírio, Bashar Assad, tem lutado contra facções opositoras, bem como contra as ações do EI e da Frente al-Nusra, ambos grupos terroristas islâmicos.

Em setembro do ano passado a Rússia deu início aos ataques em territórios dominados pelos jihadistas após pedido pessoal de Bashar Assad à #Vladimir Putin. As estratégias antiterrorismo da coalizão russa já foi elogiada por diversos países, mas atraiu a cobiça e oposição da coalizão liderada pelos Estados Unidos, que não aceita o fato de Putin estar do lado de Assad.

O governo americano acredita que sem derrubar Bashar Assad do poder, não há como acabar com o terrorismo, entretanto, tanto quanto Saddan foi tirado do poder por tropas americanas, quanto após a queda de Muammar Gaddafi, seus respectivos países tornaram-se territórios de guerra constante e proliferação de grupos terroristas, fatos que deram oportunidade para o o surgimento do ISIS e crescimento de células da Al-Qaeda.

Publicidade

O próprio candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou as operações russas na Síria e criticou as intenções da coalizão americana em tirar Assad do poder como forma de acabar com os conflitos no país. Trump, inclusive, disse que se os americanos não tivessem se intrometido na política iraquiana, Saddan não teria sido capturado, os grupos terroristas não teriam surgido e dominado diversos países e o ocidente não teria as preocupações que têm hoje.