Nessa segunda-feira (15), dois hospitais na Síria (um em Aza, perto da fronteira com a Turquia e outro na província de Idleb) foram bombardeados por mísseis russos, que atingiram também uma escola. Até o fechamento dessa reportagem, 44 mortes foram confirmadas. O primeiro ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, classificou o #Ataque como a de uma "organização terrorista", e prometeu retaliação.

O ataque aconteceu exatamente dez dias após os Estados Unidos e a Rússia fecharem um acordo para que Moscou cessasse os bombardeios na região. A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, disse (referindo-se ao acordo de Munique) na chegada à reunião de chanceleres da UE: "Há apenas alguns dias, todos nós, incluindo a Turquia, sentados ao redor de uma mesa, decidimos os passos para controlar a situação e cessar as hostilidades.

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Discutimos as formas práticas de se fazer isso".

A ONG Médicos Sem Fronteira confirmou a morte de 9 pessoas no bombardeio ao hospital em que presta socorro (na cidade de Maarat al Numan, noroeste da Síria), incluindo uma criança, e o desaparecimento de oito funcionários. A entidade lamentou o ocorrido, condenando duramente os ataques russos. Em 5 de fevereiro, outro hospital administrado pela MSF foi bombardeado (em Tafas, sul da Síria) deixando 3 mortos e 6 feridos, entre eles uma enfermeira.

De acordo com a Casa Branca, ainda no domingo (14), o presidente americano Barack Obama e o presidente russo, Vladimir Putin, conversaram por telefone sobre os atentados que vinham ocorrendo, e concordaram que o acordo feito em Munique para o fim dos bombardeios é um passo positivo, e se comprometeram com o cessar-fogo.

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A instituição americana ainda ressaltou:

"O presidente Obama enfatizou a importância imediata de a Rússia desempenhar um papel construtivo, cessando sua campanha aérea contra forças de oposição moderada [a Bashar al Assad] na Síria". Já Donald Trump, candidato a próximo presidente dos Estados Unidos, declarou há três dias que apoia a campanha da Rússia no conflito

No entanto, os fatos estão aí, e os mortos no chão. Iniciado há 5 anos, o conflito já matou 260 mil pessoas, e deixou outras 11 milhões deslocadas. Hospitais, casas de saúde e escolas foram completamente destruídas. Moscou ainda informou em nota, que age "de acordo" com o Conselho de Segurança da ONU, por se tratar de ataques dirigidos a alvos do Estado Islâmico. A declaração deixa no ar o temor de uma de uma terceira guerra mundial a partir dos bombardeios, #Guerra Civil