Na hora de trocar as fraudas de bebês ou de idosos, geralmente dois produtos são eficazes contra as assaduras: o creme e o talco. Geralmente estes dois itens fazem parte do dia a dia das mamães e uma marca em especial está ligada a esta relação. A Johnson & Johnson, uma da maiores empresas dos Estados Unidos com atuação no segmento de cosméticos há mais de 120 anos. Apesar de ser uma marca conhecida mundialmente e estar presente dentro de milhões de lares ao redor do mundo, esta semana o que se noticiou sobre a empresa foi um fato histórico relacionado ao revés que a empresa sofreu na justiça americana. Segundo informações do jornal português 'Diário de Notícias', a empresa foi condenada a pagar uma multa indenizatória avaliada em mais de 72 milhões de dólares à família de Jacqueline Fox, de 62 anos, falecida em 2015 devido a complicações do câncer no ovário.

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De acordo com a família, a doença teria surgido após o uso contínuo do talco para bebê da Johnson & Johnson. Foi a partir daí que a família decidiu entrar com um recurso na justiça contra a Johnson & Johnson.

O veredito ocorreu na última segunda-feira (22), e de acordo com a argumentação do processo, a empresa está ciente dos riscos que o produto oferece à saúde do consumidor e deixa de informar seus consumidores sobre tais riscos. Em nota, a empresa nega a informação e irá recorrer da sentença. ''Fomos solidários com a família, mas de acordo com os estudos e evidências científicas, acreditamos seriamente que nosso produto é seguro. Essa comprovação persiste por décadas, sendo que o talco Johnson's Baby está no mercado desde 1894''.

De acordo com o 'Diário de Notícias', existem mais mil casos de doenças em consumidores, os quais afirmam que estas doenças surgiram após o uso do talco Johnson's Baby.

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Até o prezado momento, é a primeira vez que uma empresa deste segmento é acionada na justiça, mas segundo o 'Diário de Notícias', outros casos estão sendo investigados pelas autoridades americanas. Em entrevista para o canal BBC de Londres, um especialista do Instituto Britânico de Pesquisa sobre Câncer (Research UK - sigla em inglês), explicou que a relação entre o uso do produto e o câncer no ovário da paciente ainda não foi comprovado. ''Mesmo que haja um risco, ele é considerado pequeno'', concluiu o especialista. #Curiosidades #Doença