Uma onda de protestos atingiu vários países europeus neste sábado (6). Grupos conservadores, anti-islâmicos e simpatizantes que são contra a entrada de imigrantes em seus países saíram às ruas para reclamar das políticas implantadas pelos governantes.

Os acontecimentos na cidade alemã de Colonia, em 2015, onde imigrantes supostamente atacaram e assediaram sexualmente mulheres durante o ano novo e as recentes ameaças de ataques a países do bloco do euro alimentaram ainda mais a intolerância por parte destes grupos. Movimentos de extrema direita e conservadores lançaram uma mobilização contra, segundo eles, a imigração em excesso, a invasão islâmica e os riscos de atentados terroristas em seus países, como aqueles que ocorreram na França.

Publicidade
Publicidade

Segundo uma reportagem publicada no portal O Globo, França, Eslováquia, Áustria, Holanda, Irlanda, Polônia e Reino Unido registraram manifestações que tem como principal pano de fundo a rejeição aos imigrantes que chegam aos milhares, fugindo de guerras e conflitos armados em seus países de origem. E segundo a agência Reuters, ocorreram protestos em Dresden na Alemanha, onde o alvo também era a chanceler alemã Angela Merkel, que enfrenta uma crise de popularidade por apoiar a imigração.

A Alemanha anunciou que recebeu mais de 1,1 milhão de pedidos de asilos de refugiados em 2015 e que as guerras e os conflitos armados são os principais fatores que estimularam a imigração de refugiados para os países europeus. Recentemente os EUA anunciaram que também adotarão uma política para receber refugiados em seu território.

Publicidade

CORAÇÃO ABERTO

Da mesma forma, protestantes favoráveis aos imigrantes também saíram às ruas e defenderam os direitos dos refugiados com lema "Solidariedade em vez de exclusão", fustigando aqueles que defendem o fechamento das fronteiras e a proibição de entrada de imigrantes. 

GRUPOS TERRORISTAS 

Estado Islâmico, ISIS, Boko Harã, Al Qaeda iniciaram uma escalada de atentados e ações terroristas em países do Oriente Médio e África, matando dissidentes, grupos rivais e executando mulheres, crianças e pessoas que são contra os seus dogmas e vertente religiosa. Este quadro de imigração descontrolada é agravado também pelos ataques realizados pelas forças de combate ao terrorismo realizadas nestas regiões principalmente por EUA, Rússia, França e Reino Unido.

Sem apoio para continuar vivendo em regiões destruídas pelo conflito e a grave crise humanitária, restam aos imigrantes partirem para países europeus próximos, fugindo da hostilidade da guerra e encarando uma hostilidade civil. Nesta trajetória, muitos morrem pelo caminho e os que ficam se instalam em acampamentos improvisados na esperança de serem acolhidos pelas nações.

Publicidade

E O BRASIL

Em setembro de 2015, a Presidente #Dilma Rousseff disse em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que todo refugiado que queira trabalhar é bem vindo no país. O pronunciamento foi realizado durante o auge do fluxo migratório que atingiu a #Europa e também quando o Brasil estava sendo uma rota de imigrantes oriundos do Haiti, que atingiu o número de 100 haitianos por dia. 

Os haitianos são os maiores grupos de refugiados que estão migrando para o Brasil na atualidade, saindo de seu país de origem passando pela República Dominicana, Equador, Peru e chegam ao país pelo estado do Acre. Como principal destino, em 2015, a cidade de Brasiléia entrou em colapso e o Governo do Estado do Acre começou a enviar imigrantes para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Sírios também estão pedindo asilo.

Após uma ação conjunta, Itamaraty, ONU e os governos estaduais começaram a emitir vistos em outros países, permitindo a legalização e o desembarque em outras capitais, normalizando a situação no Acre. #Crise migratória