O Senado Italiano votou nesta quinta-feira (25) a legalização da união civil entre casais de mesma orientação sexual. Foram 173 votos contra 71, considerado um posicionamento potencialmente decisivo para um partido político que já esteve atuando por meio de grupos ativistas de esquerda - especialmente em questões que envolvem o meio ambiente -, mas tem também adotado posições conservadoras no país. O Premier italiano Matteo Renzi descreveu a aprovação do projeto como um momento "histórico" para a nação italiana, segundo a AFP (Agence France-Presse). Porém, grupos representantes do movimento LGBT se manifestaram diante da nova #Legislação como uma traição aos direito de união homoafetiva, pois o Partido Democrático de Renzi decidiu sacrificar a disposição que permitiria a adoção gay, a fim de garantir a promulgação.

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"Estamos muito decepcionados, é revoltante", disse a líder da associação LGBT Rainbow Family, Marilena Grassadonia, à AFP, acrescentando que os legisladores haviam desacelerado a votação por conta da grande demanda vinda dos protestos contra a união civil homossexual. A legislação, que ainda deve passar pela Câmara dos Deputados, é considerada pelo Congresso italiano de extrema importância para um país católico e influenciado por posições religiosas vigorosas, onde o Vaticano reina na política e na sociedade, embora o atual Papa Francis ainda se mantém silencioso quanto aos debates que envolvam casamento gay.

O caminho da Legislação

Depois de ser paralisada no Parlamento por um tempo, a legislação voltou após o Tribunal Europeu de Direitos Humanos condenar a Itália, em 2015, por discriminação contra cidadãos homossexuais.

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Ao se pronunciar à favor de três casais homossexuais, o tribunal considerou que a Itália não vem proporcionando aos homossexuais os direitos básicos necessários em relação à união homoafetiva estável, incluindo direitos de herança e recomendou o reconhecimento da união civil. A legislação, que autoriza o casamento gay, vem sendo aprovada por várias nações predominantemente católicas como a Irlanda e os Estados Unidos. Essa mudança se concentra na consistência da evolução de uma sociedade que possa sustentar direitos básicos entre cidadãos comuns, até mesmo de diferentes sexos. É um valor que ainda está em desenvolvimento e em conflito contra a interpretação da Igreja Católica em relação à união vitalícia entre um homem e uma mulher.

Avvenire, o jornal da Conferência Episcopal Italiana, lamentou em um editorial, ainda nessa quinta, que Renzi forçou senadores a escolher entre sua consciência e a do governo. "Teria sido melhor uma condição não tão fortemente ligada à liberdade de consciência dos senadores que votaram, não por causa de sua íntima convicção da qualidade da lei, mas por lealdade ou não a um julgamento político do executivo do Premier ", disse Avvenire. #Manifestação #Religião