Mesmo com o posicionamento russo sobre as consequências dos #EUA e seus parceiros árabes invadirem a Síria, o governo americano segue negociando com os aliados para supostamente lutar contra o #Terrorismo em território de Al-Assad.

A Arábia Saudita se prontificou em enviar tropas para a Síria, desde que sejam os Estados Unidos a liderarem a operação. O governo norte-americano, através do ministro da defesa, Ashton Carter, declarou que espera que os países do Golfo, bem como os parceiros regionais da Arábia Saudita possam intensificar a sua luta contra o ISIS nos próximos dias, deixando subentendido que a invasão poderá ocorrer o mais breve possível.

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Resposta russa

Nesta quinta-feira, 11, o primeiro ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, conferiu uma entrevista ao famoso jornal alemão, ‘Handelsblatt’, onde fez uma revelação assustadora para o mundo: Se houver invasão terrestre na Síria, se iniciará uma nova e longa guerra mundial’.

A fim de acalmar os ânimos dos países que querem acabar com Al-Assad e dos EUA que já declararam que se não derrubar o presidente sírio não tem como acabar com o terrorismo, Medvedev ‘orientou’ que todos os envolvidos nessa possível invasão sentem-se e revejam suas negociações.

Também sugeriu que os parceiros árabes do governo americano, bem como o próprio país de Obama, reflitam sobre as consequências de uma nova guerra a nível mundial, alegando que não haveria possibilidade dos EUA e seus aliados vencerem uma guerra de tamanha proporção e que não durariam muito tempo.

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EUA irredutível

O Pentágono não fez nenhuma declaração sobre o aviso de Dmitry. Ano passado os EUA já haviam desrespeitado uma solicitação de Putin, que pediu que os Estados Unidos ficassem longe do espaço aéreo sírio. Mesmo assim, Obama ordenou ataques aéreos, sendo que muitos ultrapassaram a linha do território dominado pelos jihadistas.

Pouco antes dos ataques terroristas em Paris, em novembro do ano passado, Vladimir Putin já havia acusado os Estados Unidos de serem os responsáveis pela criação do ISIS, apontando uma serie de provas que surpreenderam os jornalistas presentes no evento.

Putin também acusou a Turquia de ser cumplice dos terroristas. No final do ano passado o diretor de um jornal turco foi preso por revelar um vídeo em que o governo turco estaria vendendo armas para os jihadistas nas fronteiras. Desde então Erdogan aumentou a censura contra profissionais da imprensa e reforçou os ataques na Síria em parceria com os EUA.

Acredita-se que a guerra contra o terrorismo por parte da coalizão dos EUA seja apenas uma fachada para defender outros interesses, fato que se torna mais evidente devido a insistência em tirar Assaf do poder. #Guerra Civil