Um comunicado divulgado essa semana gerou muita polêmica nos jornais impressos e digitais. Se trata do posicionamento do Vaticano quanto a conduta dos bispos da #Igreja católica quando têm conhecimento de casos de abuso infantil (pedofilia).

O documento afirma que os bispos não têm a obrigação de avisar autoridades policiais sobre os casos de abuso, devendo apenas reportar o caso aos seus superiores na igreja ou diocese. O texto foi escrito pelo monsenhor e psicoterapeuta francês Tony Anatrella, que afirmou que a igreja tem sido muito afetada com escândalos sexuais.

Essa orientação é passada aos novos bispos, como se fosse uma lição e subentende-se que o objetivo é evitar que a igreja católica volte a ser assunto de jornais escritos e falados por conta de crimes sexuais, podendo os casos serem ‘resolvidos’ internamente.

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A revista Veja apurou o assunto e descobriu que cerca de 30% dos bispos católicos de todo o mundo já passaram pela ‘formação’ desde 2001, mas a orientação escrita por Tony é usada desde ano passado, quando foi criada.

O assunto gera polêmica, pois faz parecer que a igreja católica estaria sendo cúmplice de casos de pedofilia, não comunicando os crimes de que têm conhecimento à autoridade policial local. Não se pronunciar sobre abusos contra crianças não se trata de ‘quebrar o segredo de confissão’, mas sim de um dever público, uma vez que ter conhecimento do ato não precisa, necessariamente, que o autor o tenha confessado.

Até mesmo católicos ficaram confusos com o conhecimento dessa ‘regra’ interna, mas alguns saíram em defesa do vaticano alegando que de fato esses assuntos não precisam se tornar alimento para o sensacionalismo de revistas e jornais, podendo ficar oculto para ‘preservar’ os menores abusados.

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Os crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes tem crescido cada vez mais em todo o planeta. Diversas emissoras de TV de países dos quatro cantos do mundo já fizeram experimentos sociais com pessoas nas ruas, a fim de saber quem tentaria abusar ou convidar uma adolescente para ter relações. A maioria dos homens abordados acabam fazendo propostas ou investindo cantadas nas atrizes que se passam por adolescentes durante os experimentos.

Recentemente, uma menina de dez anos quase foi raptada durante a gravação de um experimento que falava sobre a reação das pessoas ao encontrarem uma criança perdida. O homem a segurou para o braço dizendo que a levaria para sua mãe, pois a conhecia. Após o produtor do programa chamar a polícia, descobriu-se que o homem era procurado por pedofilia.

E você, o que acha dessa decisão do Vaticano? Deixe a sua opinião em um comentário. #Curiosidades #É Manchete!