Em documentos confidenciais recentemente publicados pelo WikiLeaks mostra que, em 2010, a NSA (Agência de Segurança Nacional) espionou conversas entre o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi e o primeiro-ministro de #Israel, Benjamin Netanyahu, discutindo entre as duas formas de ambos países para melhorar a relação de Israel com os Estados Unidos.

A conversa ‘ítalo-israelense’ está incluída em um dos cinco documentos da NSA divulgados na madrugada dessa terça-feira (23) pelo WikiLeaks, que não revela a fonte dos vazamentos. Dois dos documentos se concentra sobre as mudanças climáticas; uma diz respeito ao diálogos do comércio internacional, e dois relatórios sobre as comunicações do governo italiano.

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Os relatórios datam de 2007 a 2011. De acordo com "documentos diplomáticos italianos datado em 13 de Março," Israel tinha chegado à Itália para “ajudar a suavizar o abismo atual em suas relações com os Estados Unidos." O dilema evidencia os interesses da decisão de Israel em construir 1.600 novas casas na "Disputada Jerusalém Oriental." "Berlusconi prometeu colocar a Itália à disposição de Israel no auxílio para reparar os laços da mesma com Washington", diz o relatório.

Os documentos foram baseados no grampeamento de três números de telefone pertencentes a funcionários italianos. Estes funcionários ​​foram listados como conselheiros diplomáticos de Berlusconi Marco Carnelos; assessor de segurança nacional de Bruno Archi; e o embaixador italiano da OTAN(Organização do Tratado do Atlântico Norte), Stefano Stefanini.

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Os relatórios recentemente publicados fornecem detalhes adicionais sobre os esforços dos EUA para espionar os países que participaram da Conferência de Copenhague de 2009 sobre as mudanças climáticas, que não conseguiu chegar a um acordo. Em 2014, documentos vazados pelo ex-analista da NSA, Edward Snowden, revelou que a NSA recolheu informações sobre as posições dos vários países sobre os fins da Conferência.

Outro relatório ultra-secreto revela discussões interceptadas no contexto da mudança climática entre as autoridades alemãs e japonesas. O oficial alemão, Bernd Pfaffenbach, foi relatado dizendo que a "é questão crucial" em uma reunião durante o G-8, e se os Estados Unidos estavam dispostos a "aceitar a ir além" sobre sua posição anterior no cenário climático global. Estes documentos vazados pelo WikiLeaks também mostram que a NSA grampeou 13 números de telefone pertencentes a funcionários do governo e agências governamentais em cinco países: Áustria, Bélgica, França, Itália e Suíça.

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As escutas telefônicas na Suíça foram usadas para interceptar as comunicações dos funcionários das Nações Unidas e um representante da Organização Mundial do Comércio em Genebra.

Estas escutas telefônicas também incluem um oficial belga da Otan, em Bruxelas. Os métodos de intercepção constante dos relatórios de inteligência recentemente vazados são "Inconvencionais" e "SCS", que significa ‘Serviço de Coleta Especial’. O SCS envolve operações de espionagem conjuntas entre a NSA e CIA, executando secretamente dentro dos EUA e com aliados de embaixadas em capitais estrangeiras; não está claro até o momento o que "inconvencional" se refere. A NSA não respondeu ao pedido de comentário sobre os vazamentos. #Comunicação #Oriente Médio