O Wikileaks publicou um documento na manhã de hoje (horário de Brasília), que detalha as operações realizadas pela #União Europeia contra o fluxo dos #Refugiados na Europa, na intitulada 'Operação Sophia'.

O documento, datado de 29 de Janeiro de 2016, com 24 páginas, foi elaborado pelo comandante de operação e almirante da marinha italiana, Erico Credendino, com destino ao Comitê Militar da União Europeia e também para o Comitê Político e de Segurança da União Europeia.

O documento detalha estatísticas dos fluxos de refugiados, detalha as operações feitas e as operações a serem realizadas das forças conjuntas da União Europeia que trabalham no Mediterrâneo.

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O documento estimula os órgãos responsáveis da UE a ajudar acelerar o processo de formação de um governo “de confiança” na Líbia para que envie as forças da UE para operar dentro das suas águas territoriais e, posteriormente, permita a extensão das operações militares da UE sobre o terreno da Líbia, país que fica no Norte da África.

Tráfico de Refugiados

A Operação Sophia começou a funcionar em julho do ano passado, com a autorização da ONU. E teria como objetivo combater o tráfico de seres humanos que estão indo com direção à Europa fugindo de guerras.

De acordo com um documento da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), depois do tráfico de drogas, o crime de tráfico de pessoas é um crime que se tornou frequente e movimenta milhões de euros.

Muitas pessoas que compactuam com o contrabando são autoridades que trabalham nas fronteiras de alguns países, e, segundo um jornal português, esses guardas de fronteiras cobram subornos em troca da permição a entrada ilegal de refugiados.

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Em janeiro do ano passado a polícia europeia conseguiu interceptar um cargueiro que levava ilegalmente mais de 350 refugiados. O transporte de refugiados rendeu aos criminosos uma soma de mais de 2 milhões de euros. Um dos destinos do dinheiro conseguido (através de subornos) seria o financiamento de ações terroristas.

De acordo com a Europol (entidade Europeia de combate a crimes de terrorismo e tráfico de pessoas), em setembro do ano passado existiriam cerca de 30 mil contrabandistas com envolvimentos em tráfico de refugiados. #Terrorismo